{"data":[{"id_proposta":912,"id_programa":8,"cnpj_ente_recebedor":"48819790000168","nm_ente_recebedor":"DELTERRA BRASIL","ed_cep":"04578-900","ed_logradouro":"AVENIDA DAS NACOES UNIDAS","ed_numero":"10989","ed_complemento":"CONJ 102","ed_bairro":"BROOKLIN PAULISTA","cd_ibge_recebedor":3550308,"nm_municipio_recebedor":"SÃO PAULO","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Associação Privada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":3,"nm_unidade_gestora":"Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental","ds_objeto":"Enfrentando o desafio da reciclagem de plásticos flexíveis no BrasilO lixo plástico flexível é um dos desafios ambientais mais urgentes do Brasil. Só no ano passado, mais de 4 milhões de toneladas de embalagens plásticas flexíveis foram produzidas. Os plásticos flexíveis continuam entre os menos reciclados, com uma taxa de reciclagem estimada de menos de 4%, o que é significativamente menor do que outros materiais plásticos, como PET (taxa de reciclagem de 25%) e PEAD (taxa de reciclagem de 14%).Ao mesmo tempo, o Brasil tem uma oportunidade única de desbloquear a circularidade dos plásticos em escala, apoiada por uma legislação em evolução e uma ampla infraestrutura de coleta e triagem, incluindo mais de 3.000 cooperativas e um ecossistema de reciclagem bem desenvolvido e lucrativo.Para resolver isso, a Delterra, em parceria com a Yattó, pretende lançar este projeto para demonstrar um mercado sustentável para PEBD reciclado pós-consumo de alta qualidade no Brasil. Acreditamos que projetar, pilotar e testar uma abordagem abrangente — que alinhe a oferta e a demanda por reciclagem de plásticos flexíveis — é essencial. Esta iniciativa reunirá os principais participantes do ecossistema, incluindo recicladores, cooperativas e marcas, para impulsionar mudanças sistêmicas.O objetivo principal do projeto é provar que um ecossistema de reciclagem robusto e resiliente para plásticos flexíveis pode ser estabelecido, que pode ser escalonado nacionalmente.Os principais objetivos deste projeto de 3 anos são:Desviar uma quantidade crescente de plástico flexível de aterros sanitários, escalonando e otimizando os processos de gerenciamento de resíduos, aumentando, em última análise, as taxas de reciclagem em todos os locais participantes (1-2 cidades).Apoiar cooperativas na redução da rejeição de plásticos flexíveis por meio de treinamento direcionado, infraestrutura de triagem aprimorada e incentivos aprimorados para o manuseio sustentável de resíduos.Estabelecer um fornecimento constante de LDPE reciclado criando redes de coleta robustas e operações de processamento confiáveis ​​que atendam à demanda do mercado.Garantir acordos de compra confirmados para plástico reciclado, garantindo viabilidade comercial de longo prazo e reforçando a confiança no mercado de materiais reciclados.Há um precedente comprovado para isso na região da América Latina — esta proposta se baseia em lições aprendidas de uma iniciativa bem-sucedida liderada pela Delterra em parceria com a Alliance to End Plastic Waste em Buenos Aires, Argentina. Lá, a Delterra demonstrou que intervenções integradas em toda a cadeia de valor podem permitir a reciclagem em larga escala de plásticos flexíveis.Para referência, os principais componentes do modelo de Buenos Aires incluíam:Subsidiar esforços de reciclagem: um subsídio incentivou cooperativas de resíduos a separar plásticos flexíveis. Na Argentina, foi inicialmente definido em US$ 150 por tonelada, caiu para US$ 60 por tonelada em um ano, graças a ganhos de eficiência e economias de escala.Capacitação: investimentos em máquinas melhoraram a capacidade dos recicladores de lavar e extrudar plásticos flexíveis, especialmente aqueles contaminados por fontes domésticas.Integração da cadeia de valor: colaboração entre vários recicladores, mais de uma dúzia de cooperativas de resíduos, DOW.Até o momento, em pouco menos de 2 anos, o projeto de Buenos Aires reciclou 5.000 toneladas de plásticos flexíveis, desviando-os de aterros sanitários e provando a viabilidade dessa abordagem. Ao adaptar este modelo comprovado ao Brasil, este projeto busca catalisar uma mudança sistêmica na reciclagem de plásticos flexíveis, alinhando-se com as prioridades ambientais do Brasil de evoluir ainda mais a cadeia de gerenciamento de resíduos para materiais de baixo valor e aumentar a renda dos catadores, ao mesmo tempo em que cria valor econômico e social para suas comunidades.Fontes de dados mencionadas:4 milhões de toneladas de embalagens plásticas flexíveis produzidas em 2024: Com base no estudo de gravimetria de resíduos municipais de 2020 da ABREMA e dados de 2024 do Panorama da ReciclagemTaxas de reciclagem de plásticos: pesquisa Plasteax, banco de dados privado, 2019.","ds_problema_proposta":"O problema: demanda subdesenvolvida e fornecimento não confiável de plásticos flexíveis reciclados pós-consumo no BrasilApesar de estar entre os materiais mais prevalentes em embalagens, o polietileno de baixa densidade (PEBD) continua amplamente sub-reciclado no Brasil. Embora a reciclagem de plásticos rígidos como PET e PEAD tenha visto um progresso relevante, a infraestrutura de coleta e reciclagem de plásticos flexíveis está significativamente atrasada.A baixa taxa de reciclagem de plásticos flexíveis é atribuída principalmente a vários desafios inter-relacionados:Economia desfavorável: coletar, classificar e reciclar plásticos flexíveis geralmente é economicamente inviável. Os altos custos associados a esses processos excedem a receita potencial da venda de material reciclado, deixando cooperativas e recicladores com pouco incentivo para manusear tais materiais.Complexidade da classificação: plásticos flexíveis são mais desafiadores de classificar em comparação com plásticos rígidos devido às suas composições de materiais leves, finas e diversas. Essa complexidade torna difícil para as cooperativas separá-los eficientemente de outros recicláveis.Altas taxas de contaminação: plásticos flexíveis, principalmente de fontes domésticas, são frequentemente contaminados com resíduos de alimentos ou outras substâncias. Essa contaminação não apenas reduz a qualidade do material reciclado, mas também aumenta o esforço e o custo necessários para limpeza e processamento, desencorajando ainda mais os esforços de reciclagem.Falta de demanda de mercado: a qualidade inconsistente e o fornecimento limitado de plásticos flexíveis reciclados — combinados com o menor custo do plástico virgem — desencorajam potenciais compradores finais de investir em materiais reciclados, perpetuando baixa demanda de mercado e taxas mínimas de reciclagem.Lacunas sistêmicas na cadeia de valor: diferentemente dos plásticos rígidos, que têm caminhos mais claros da coleta à reciclagem e aos mercados finais, a cadeia de valor para reciclagem de plásticos flexíveis é fragmentada. Isso limita a coordenação entre as partes interessadas, como geradores de resíduos, cooperativas, recicladores e compradores finais.Por que isso é importante:Os plásticos flexíveis são responsáveis ​​por uma parcela substancial dos resíduos plásticos do Brasil (respondendo por cerca de 30% de todo o plástico pós-consumo em resíduos sólidos urbanos), contribuindo para os crescentes desafios ambientais do país, incluindo transbordamento de aterros sanitários, poluição marinha por plástico e emissões de gases de efeito estufa da produção de plástico virgem. Abordar as barreiras à reciclagem de plásticos flexíveis é essencial não apenas para reduzir o desperdício, mas também para promover uma economia circular que apoie a sustentabilidade ambiental e social.Este projeto visa diretamente esses desafios ao criar uma solução sistêmica que integra incentivos financeiros, capacitação e coordenação da cadeia de valor. Ao demonstrar que a reciclagem de plásticos flexíveis pode ser tecnicamente viável e economicamente viável, o projeto visa transformar esses materiais de um passivo em um recurso.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"Relação entre os objetivos e diretrizes do programa – 5000 caracteresA iniciativa Reshaping LDPE Markets foi criada para estabelecer um mercado sustentável para polietileno de baixa densidade (PEBD) reciclado pós-consumo no Brasil, melhorando a eficiência da reciclagem de plástico flexível. Este projeto apoia diretamente os objetivos delineados na Lei de Incentivo à Reciclagem, fortalecendo a cadeia de valor da reciclagem, expandindo os esforços de treinamento e capacitação, fomentando o empreendedorismo, garantindo a responsabilidade compartilhada e aumentando a participação dos catadores.Um desafio fundamental no setor de reciclagem do Brasil é a baixa taxa de recuperação de plásticos flexíveis, com apenas 4% dos 4 milhões de toneladas geradas anualmente sendo recicladas. Embora existam centenas de empresas trabalhando na triagem e reciclagem de resíduos plásticos, apenas 5 a 7 empresas são atualmente capazes de reciclar PEBD pós-consumo em escala no Brasil. Esta iniciativa aborda esta questão por meio de uma abordagem estruturada e em fases que aumenta a coleta de PEBD, melhora a capacidade de processamento e garante a demanda do mercado final por materiais reciclados. Ao reforçar a economia circular, ela não apenas reduz o impacto ambiental, mas também aumenta as oportunidades econômicas dentro do setor. As cooperativas desempenham um papel crucial neste processo, recebendo suporte técnico e financeiro para reduzir as taxas de rejeição de LDPE. Ao mesmo tempo, os recicladores se beneficiam do investimento em equipamentos, programas de capacitação e acordos de compra que garantem demanda de longo prazo de marcas e conversores.Treinamento e capacitação são essenciais para o sucesso desta iniciativa. Ao trabalhar com cooperativas, o programa melhora a eficiência da triagem e aumenta a viabilidade econômica da reciclagem flexível de plástico. Catadores de lixo e operadores de reciclagem ganham acesso a treinamento especializado que melhora sua capacidade de processar LDPE, transformando o que antes era considerado resíduo não reciclável em um recurso valioso. As partes interessadas da indústria também se beneficiam de esforços colaborativos para refinar os métodos de reciclagem, criando um sistema mais eficiente e escalável.Além de melhorar a eficiência operacional, a iniciativa promove ativamente o empreendedorismo dentro do setor de reciclagem, especialmente entre micro e pequenas empresas. Ao investir em infraestrutura, maquinário e melhorias operacionais, ela permite que cooperativas e recicladores independentes expandam suas capacidades e alcancem sustentabilidade financeira. O programa também ajuda a estabelecer cadeias de suprimentos estáveis ​​para LDPE reciclado, reduzindo a dependência de subsídios governamentais e garantindo a viabilidade do mercado a longo prazo.Outro componente essencial da iniciativa é a promoção da responsabilidade compartilhada por meio dos princípios da Responsabilidade Estendida do Produtor (EPR). Ao trabalhar em estreita colaboração com marcas e fabricantes, o projeto garante que os plásticos flexíveis reciclados tenham valor comercial e possam ser reintegrados ao ciclo de produção. Essa abordagem colaborativa fortalece os compromissos de sustentabilidade corporativa e incentiva investimentos do setor privado em infraestrutura de reciclagem, reforçando a sustentabilidade financeira e ambiental do sistema.Os catadores de lixo são parte integrante do ecossistema de reciclagem do Brasil, mas muitos ainda rejeitam plásticos flexíveis devido a problemas de contaminação e incentivos econômicos limitados. A iniciativa busca mudar isso fornecendo incentivos financeiros, treinamento técnico e suporte operacional que permitam que os catadores de lixo participem de forma mais eficaz na economia de reciclagem. Ao aumentar o volume de plásticos flexíveis recuperados e integrar os catadores de lixo em sistemas formais de coleta, o programa melhora as oportunidades de renda e aumenta a eficiência geral dos esforços de reciclagem.Além de abordar desafios sociais e ambientais, a iniciativa se alinha com políticas de incentivo fiscal ao promover cadeias de suprimentos de reciclagem transparentes e éticas. Por meio de parcerias estruturadas com cooperativas e recicladores, ela garante a responsabilização no rastreamento de materiais e posiciona as partes interessadas para se beneficiarem de incentivos financeiros disponíveis sob a Lei de Incentivo à Reciclagem. Essa transparência não apenas facilita a conformidade com as estruturas regulatórias, mas também atrai investimentos dos setores público e privado.A iniciativa Reshaping LDPE Markets representa uma resposta estratégica aos desafios da reciclagem de plásticos flexíveis no Brasil. Ao melhorar os sistemas de coleta, aumentar as capacidades de processamento e garantir a demanda do mercado final, ela constrói um ecossistema de reciclagem sustentável que beneficia catadores de lixo, cooperativas, recicladores e partes inter","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"Como parte de suas políticas ambientais e de gestão de resíduos, o governo brasileiro está priorizando maiores taxas de reciclagem e menor dependência de aterros sanitários. Com plásticos flexíveis compondo uma parcela significativa de resíduos não reciclados em escala, o avanço da eficiência da reciclagem apoia diretamente a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e os incentivos fiscais do país para iniciativas de reciclagem. Ao promover soluções de reciclagem estruturadas, o governo não apenas fortalece a economia circular, mas também auxilia os proprietários de marcas a atender aos requisitos regulatórios para embalagens sustentáveis.A Delterra pode desempenhar um papel central nessa transformação ao projetar e implementar soluções escaláveis ​​que melhorem a infraestrutura de reciclagem e a viabilidade econômica. Por meio de intervenções direcionadas, a organização pode ajudar cooperativas, catadores informais e recicladores a melhorar a eficiência de triagem e processamento, garantindo que os proprietários de marcas e fabricantes tenham acesso a materiais reciclados pós-consumo de alta qualidade.Yattó, nosso parceiro no projeto, Ao alavancar a experiência do setor público, empresas e organizações sem fins lucrativos, a Delterra desenvolve soluções regionais que abordam desafios localizados de gestão de resíduos. Embora o governo federal forneça a estrutura abrangente, o sucesso depende de parcerias com as principais partes interessadas para personalizar projetos que maximizem o impacto e a sustentabilidade a longo prazo.Um parceiro crítico neste ecossistema é a Yattó, especialista na criação de cadeias de valor de reciclagem eficientes para plásticos difíceis de reciclar. Eles têm mais de 10 anos de experiência em logística reversa, rastreabilidade e implementação de soluções de economia circular no Brasil. A expertise da Yattó em materiais difíceis de reciclar a torna pioneira no desenvolvimento de cadeias de valor de reciclagem sustentáveis ​​e éticas.A Yattó aprimora as redes de coleta, apoia cooperativas no manuseio de plásticos flexíveis e garante que os materiais recuperados sejam processados ​​em pellets reciclados de alta qualidade. Ao otimizar a logística e a tecnologia, a Yattó ajuda a tornar a reciclagem escalável e economicamente viável. A Yattó atualmente trabalha com vários materiais difíceis de reciclar, mas ainda não tem uma grande operação em relação ao LDPE. Para que isso aconteça, um incentivo financeiro de curto prazo seria importante para garantir a criação de um mercado mais estável.No centro do sistema, cooperativas e catadores informais de resíduos são atores-chave na coleta e pré-processamento de materiais. No entanto, altas taxas de rejeição de plásticos flexíveis devido à contaminação e triagem ineficiente limitam sua capacidade de lucrar com esses materiais. Por meio do suporte financeiro e técnico da Delterra e da Yattó, as cooperativas podem melhorar a eficiência do processamento, reduzir os resíduos enviados para aterros sanitários e aumentar a renda dos trabalhadores. A inclusão de catadores informais de resíduos em um sistema estruturado garante melhores salários, condições de trabalho mais seguras e maior segurança no emprego.Para recicladores de LDPE, um suprimento estável e bem classificado de plástico pós-consumo é essencial para manter a eficiência e a lucratividade. Ao trabalhar junto com cooperativas e outros parceiros de gerenciamento de resíduos, eles podem reduzir a contaminação do material, aumentar a capacidade de processamento e garantir acordos de longo prazo com proprietários de marcas que buscam matérias-primas sustentáveis.Marcas e fabricantes, sob crescente pressão para atender aos regulamentos de Responsabilidade Estendida do Produtor (EPR) e metas de sustentabilidade, contam com um suprimento consistente de LDPE reciclado para integrar em suas embalagens. Uma cadeia de reciclagem estruturada não só permite que eles atendam aos padrões de conformidade, mas também aprimora suas credenciais de sustentabilidade e reduz a dependência de plásticos virgens.Neste modelo colaborativo, financiadores e incentivos fiscais desempenham um papel crucial na redução de lacunas financeiras, acelerando o desenvolvimento de infraestrutura e promovendo a viabilidade econômica. Ao apoiar o trabalho da Delterra no desenvolvimento de um sistema de reciclagem robusto e rastreável, os investidores contribuem para a escalabilidade e o sucesso de longo prazo de uma economia circular para plásticos flexíveis.Este alinhamento de interesses garante que todas as partes interessadas — governo, empresas, recicladores, cooperativas e catadores de lixo — se beneficiem de um sistema que é financeiramente sustentável e ambientalmente impactante.","situacao_proposta":"Em Elaboração","in_situacao_analise":null,"ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"datas específicas","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":null,"in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":null,"dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":null,"mes_proposta":2,"ano_proposta":2025,"dt_proposta":"2025-02-28","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}