{"data":[{"id_proposta":88601,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"23557702000176","nm_ente_recebedor":"COOPERATIVA CENTRAL REDE MOVIMENTO/RJ","ed_cep":"20020-907","ed_logradouro":"AVENIDA MARECHAL CAMARA","ed_numero":"160","ed_complemento":"SAL 1107","ed_bairro":"CENTRO","cd_ibge_recebedor":3304557,"nm_municipio_recebedor":"RIO DE JANEIRO","nm_uf_recebedor":"RIO DE JANEIRO","sg_uf_recebedor":"RJ","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Cooperativa","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":12,"nm_unidade_gestora":"Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental","ds_objeto":"O projeto Catadoras em Movimento tem como objetivo implantar um modelo inovador de logística de primeira milha (modelo operacional semelhante ao da “última milha” muito usado na logística tradicional atual, só que de forma reversa, onde a primeira milha é que apresenta maiores complexidades logísticas, sendo feita a coleta em pontos pulverizados e concentrando inicialmente em microhubs, para posterior envio para galpões de triagem e reciclagem) para a coleta seletiva de vidro e óleo residual de cozinha (OGR) junto a bares, restaurantes, quiosques e barracas de praia do município do Rio de Janeiro, utilizando triciclos elétricos operados por catadores/as das cooperativas da Rede Movimento/RJ. A iniciativa busca fortalecer a inclusão socioprodutiva das catadores/as, ampliar sua autonomia econômica e melhorar suas condições de trabalho por meio da adoção de soluções de mobilidade sustentável de baixo carbono.Nesse contexto, o projeto propõe estruturar um sistema de logística de primeira milha, no qual os triciclos elétricos operados por catadoras realizarão a coleta programada dos resíduos diretamente nos estabelecimentos comerciais localizados em polos gastronômicos estratégicos da cidade. Os materiais coletados serão encaminhados para microhubs (unidades de concentração de materiais recicláveis) operadas pelas cooperativas integrantes da Rede Movimento/RJ, responsáveis pela triagem, armazenamento, beneficiamento e comercialização dos recicláveis. Dessa forma, os triciclos deixam de ser apenas um equipamento de mobilidade e passam a integrar uma solução logística completa, conectando grandes geradores às cooperativas de reciclagem de maneira eficiente, econômica e ambientalmente sustentável.A proposta será desenvolvida pela Rede Movimento/RJ, organização que reúne 16 cooperativas de catadores do estado do Rio de Janeiro, sendo 9 localizadas na capital, e possuem ampla experiência na gestão compartilhada da coleta seletiva, logística reversa e comercialização coletiva de materiais recicláveis. A atuação em rede permitirá otimizar a distribuição territorial das operações, reduzir custos logísticos, aumentar a produtividade das cooperativas e garantir escala para comercialização do vidro e do óleo residual coletados.A metodologia iniciará com o levantamento e caracterização dos principais polos gastronômicos do município, priorizando as regiões do Centro, Flamengo, Botafogo; Copacabana; Ipanema e Leblon; Barra da Tijuca; Recreio dos Bandeirantes; e Tijuca. Essas áreas concentram elevado fluxo turístico, intensa atividade gastronômica e grande geração diária de vidro e óleo residual de cozinha, constituindo ambientes ideais para implantação de operações de coleta por mobilidade elétrica de curta distância.Na sequência, será realizado um diagnóstico dos estabelecimentos comerciais para identificar a geração de resíduos, as práticas atuais de gerenciamento, as necessidades logísticas e o potencial de adesão ao serviço. Paralelamente será desenvolvido um plano de prospecção comercial e marketing voltado à contratação dos serviços pelas empresas, destacando os benefícios ambientais, sociais e econômicos da logística reversa realizada por cooperativas de catadores/as.Com base nesses levantamentos será estruturado um modelo padronizado de prestação de serviços, contemplando elaboração de propostas comerciais, negociação e formalização de contratos, definição das rotas de coleta, frequência de atendimento, monitoramento operacional e indicadores de desempenho. A proposta busca transformar a coleta seletiva em um serviço contínuo, confiável e profissional para os estabelecimentos participantes.O projeto adotará um modelo territorial de logística reversa de primeira milha baseado na implantação de 2 Corredores Circulares de Reciclagem (locais de intensa geração de embalagens de vidro e OGR), estruturados a partir do mapeamento realizado.Cada corredor terá um Microhub (contêiner com alimentação de energia a partir de placas fotovoltaicas e bateria), funcionando como unidades locais intermediários de acúmulo de materiais para logística reversa. Nesses microhubs serão recebidos os materiais coletados pelos triciclos elétricos, realizados os processos de conferência, triagem complementar, armazenamento temporário, beneficiamento e consolidação de cargas para posterior envio para a central de comercialização junto às indústrias recicladoras de vidro e empresas responsáveis pela destinação do óleo residual de cozinha.Os triciclos elétricos desempenharão a etapa de primeira milha da logística reversa, realizando coletas frequentes em pequenos e médios geradores distribuídos pelos polos gastronômicos. Essa estratégia reduz significativamente os custos associados à coleta de materiais de baixo valor agregado, especialmente o vidro, cuja recuperação é frequentemente inviabilizada pelo elevado custo do transporte e pela baixa densidade econômica das operações convencionais.","ds_problema_proposta":"O projeto parte do entendimento de que um dos principais gargalos da reciclagem urbana não está na capacidade de processamento dos materiais, mas na coleta eficiente junto aos pequenos e médios geradores. Bares, restaurantes e quiosques produzem diariamente grandes quantidades de embalagens de vidro e óleo residual de cozinha, porém esses resíduos permanecem, em grande parte, fora das cadeias de reciclagem devido à ausência de sistemas logísticos especializados. O vidro apresenta desafios adicionais relacionados ao seu baixo valor agregado, elevado peso, risco de acidentes durante o manuseio e altos custos de transporte, enquanto o descarte inadequado do óleo residual provoca sérios impactos ambientais sobre as redes de drenagem e os corpos hídricos.O município do Rio de Janeiro concentra um dos maiores polos de turismo, gastronomia e entretenimento do país, com milhares de bares, restaurantes, quiosques e barracas de praia que geram diariamente grandes volumes de embalagens de vidro e óleo residual de cozinha (OGR). Apesar do elevado potencial de reciclagem desses materiais, sua recuperação ainda é limitada por deficiências na etapa inicial da logística reversa, especialmente na coleta junto aos pequenos e médios geradores.O vidro apresenta desafios específicos relacionados ao seu elevado peso, fragilidade, baixo valor agregado e altos custos de transporte, tornando sua coleta economicamente pouco atrativa para as cooperativas. Já o descarte inadequado do óleo residual de cozinha provoca entupimento das redes de drenagem, contaminação dos corpos hídricos e aumento dos custos dos sistemas de saneamento. A ausência de sistemas especializados de coleta faz com que grande parte desses resíduos seja destinada inadequadamente, desperdiçando recursos com elevado potencial econômico e ambiental.Ao mesmo tempo, as cooperativas de catadores desempenham papel estratégico na gestão dos resíduos sólidos urbanos, porém enfrentam limitações relacionadas à infraestrutura, mobilidade, capacidade logística e acesso aos grandes geradores. Grande parte da coleta ainda é realizada por meio de carrinhos de tração humana, restringindo a produtividade, aumentando o esforço físico das catadoras e dificultando a prestação de serviços contínuos aos estabelecimentos comerciais.Embora a Rede Movimento/RJ reúna 16 cooperativas de catadores, sendo nove localizadas na capital, e possua experiência na gestão compartilhada da coleta seletiva e comercialização de recicláveis, ainda existe um importante gargalo na logística de primeira milha, etapa responsável pela coleta pulverizada dos resíduos até sua consolidação para transporte às unidades de beneficiamento e às indústrias recicladoras. A inexistência de infraestrutura intermediária e de um modelo logístico estruturado reduz a eficiência operacional e limita a recuperação de materiais de difícil reciclagem, especialmente o vidro.Outro desafio está na ausência de um serviço estruturado de coleta voltado aos estabelecimentos do setor de alimentação. Muitos bares e restaurantes não dispõem de alternativas economicamente viáveis para destinação ambientalmente adequada do vidro e do óleo residual de cozinha, dificultando o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos e das metas de logística reversa.Diante desse cenário, torna-se necessária a implantação de um modelo inovador de logística reversa de primeira milha baseado em corredores circulares de reciclagem, utilizando triciclos elétricos operados por catadoras e catadores para realizar a coleta programada dos resíduos e microhubs sustentáveis para consolidação das cargas. Essa solução permitirá ampliar a recuperação de vidro e OGR, reduzir custos logísticos, melhorar as condições de trabalho das catadoras, aumentar sua produtividade e renda, fortalecer as cooperativas e oferecer aos estabelecimentos comerciais um serviço contínuo, profissional e ambientalmente adequado.Além de solucionar gargalos logísticos, o projeto contribuirá para a redução das emissões associadas ao transporte urbano, fortalecerá a economia circular e criará um modelo replicável de prestação de serviços ambientais, integrando mobilidade sustentável, logística reversa, inclusão socioprodutiva e inovação operacional para responder aos desafios da gestão de resíduos nos grandes centros urbanos.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"A proposta apresenta aderência aos objetivos e diretrizes do programa ao promover soluções inovadoras para a gestão sustentável dos resíduos sólidos urbanos, fortalecendo a economia circular, a inclusão socioprodutiva e a mitigação dos impactos ambientais decorrentes do descarte inadequado de resíduos. O projeto estrutura um modelo integrado de logística reversa de primeira milha voltado à coleta seletiva de vidro e óleo residual de cozinha (OGR) junto a bares, restaurantes, quiosques e barracas de praia do município do Rio de Janeiro, utilizando mobilidade elétrica e a atuação de mulheres catadoras organizadas na Rede Movimento/RJ.A iniciativa contribui diretamente para a ampliação da recuperação de materiais recicláveis de difícil logística, enfrentando um dos principais gargalos da cadeia da reciclagem: a coleta pulverizada junto aos pequenos e médios geradores. Ao estruturar corredores circulares de reciclagem e microhubs de economia circular, o projeto aumenta a eficiência da logística reversa, reduz custos operacionais, amplia a oferta de serviços ambientais às empresas e fortalece a capacidade operacional das cooperativas de catadores.A proposta também está alinhada às diretrizes de promoção da inclusão produtiva e geração de trabalho e renda, ao criar oportunidades de atuação qualificada para mulheres catadoras, reduzindo o esforço físico por meio do uso de triciclos elétricos, ampliando a produtividade das operações e fortalecendo a autonomia econômica das cooperativas. Além da aquisição de equipamentos, o projeto prevê capacitação técnica, estruturação de processos de gestão, desenvolvimento de protocolos operacionais e fortalecimento institucional da Rede Movimento/RJ, contribuindo para sua sustentabilidade após o encerramento do apoio financeiro.Sob a perspectiva ambiental, o projeto promove a redução da disposição inadequada de vidro e óleo residual de cozinha, materiais que geram impactos significativos quando descartados incorretamente. A ampliação da reciclagem do vidro reduz a demanda por matérias-primas virgens e o consumo energético da indústria recicladora, enquanto a coleta adequada do OGR evita a contaminação das redes de drenagem e dos corpos hídricos, contribuindo também para o fortalecimento da cadeia de produção de biocombustíveis.O projeto incorpora ainda princípios de inovação e replicabilidade ao desenvolver uma metodologia estruturada de logística reversa de primeira milha baseada em mobilidade elétrica, microhubs territoriais e atuação em rede das cooperativas. Ao longo da execução serão produzidos protocolos técnicos, instrumentos de gestão, indicadores de desempenho e modelos operacionais que permitirão a reprodução da experiência em outros municípios brasileiros.Por fim, a proposta fortalece a cooperação entre organizações da sociedade civil, cooperativas, setor empresarial e poder público, promovendo a corresponsabilidade pela gestão dos resíduos e consolidando um modelo de prestação de serviços ambientais economicamente sustentável. Dessa forma, contribui para o alcance dos objetivos do programa ao associar inovação, sustentabilidade, inclusão social, geração de renda, redução das emissões de gases de efeito estufa e fortalecimento da economia circular, produzindo impactos permanentes para as cooperativas, os estabelecimentos participantes e a cidade do Rio de Janeiro.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"A proposta caracteriza-se pela convergência de interesses entre o poder público, a Rede Movimento/RJ, as cooperativas de catadores, os estabelecimentos geradores e a sociedade, em torno do aprimoramento da gestão de resíduos sólidos, da inclusão socioprodutiva e da promoção da sustentabilidade urbana no município do Rio de Janeiro.O interesse público está relacionado à necessidade de ampliar a coleta seletiva, fortalecer a logística reversa, reduzir o descarte inadequado de vidro e óleo residual de cozinha e apoiar soluções de baixo carbono para a mobilidade urbana. A implantação de um sistema de coleta de primeira milha com triciclos elétricos e microhubs contribuirá para melhorar a eficiência da gestão dos resíduos, reduzir a circulação de veículos de maior porte em áreas densamente urbanizadas e evitar impactos sobre as redes de drenagem, os corpos hídricos e os espaços públicos.Para a Rede Movimento/RJ e suas cooperativas integrantes, o projeto representa uma oportunidade de ampliação da capacidade operacional, melhoria das condições de trabalho e geração de novas fontes de receita. A proposta permitirá estruturar serviços profissionais de coleta seletiva para bares, restaurantes, quiosques e barracas de praia, fortalecendo a autonomia econômica das organizações de catadores e ampliando sua participação na cadeia da reciclagem. O uso dos triciclos elétricos também reduzirá o esforço físico das catadoras e proporcionará maior segurança, produtividade e alcance territorial.Os estabelecimentos comerciais, por sua vez, terão acesso a uma solução regular e ambientalmente adequada para a destinação dos resíduos gerados, contribuindo para o cumprimento de suas responsabilidades socioambientais. A formalização de parcerias e contratos de prestação de serviços permitirá integrar os grandes e médios geradores às cooperativas, assegurando previsibilidade operacional, rastreabilidade e destinação adequada dos materiais.A sociedade será beneficiada pela redução do descarte irregular, pela melhoria da limpeza urbana, pela diminuição dos impactos ambientais e pelo fortalecimento de uma economia circular inclusiva. A recuperação do vidro e do óleo residual de cozinha contribuirá para a preservação de recursos naturais, a redução das emissões de gases de efeito estufa e a reinserção de materiais nas cadeias produtivas.Dessa forma, os interesses recíprocos se materializam na construção de uma solução compartilhada, em que o investimento público fortalece organizações sociais e amplia a prestação de serviços ambientais; as cooperativas assumem papel estratégico na execução da logística reversa; os estabelecimentos aprimoram a gestão de seus resíduos; e a população se beneficia de uma cidade mais limpa, sustentável e socialmente justa. A proposta gera, portanto, benefícios mútuos, duradouros e alinhados às políticas públicas de resíduos sólidos, inclusão produtiva, economia circular e desenvolvimento sustentável.","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-07-30T18:23:38.582000","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"O projeto tem como público-alvo direto os catadores/as de materiais recicláveis vinculadas às cooperativas integrantes da Rede Movimento/RJ, com prioridade para aquelas que atuarão na operação dos triciclos elétricos, nos microhubs de economia circular e na gestão da logística reversa. Também são beneficiárias diretas as 16 cooperativas que compõem a Rede Movimento/RJ, que terão sua capacidade operacional, logística, comercial e institucional fortalecida por meio da implantação de novos equipamentos, capacitações, desenvolvimento de protocolos operacionais e estruturação de serviços de coleta seletiva.Como público-alvo direto também se inserem bares, restaurantes, quiosques, barracas de praia e outros estabelecimentos do setor de alimentação localizados nos principais polos gastronômicos do município do Rio de Janeiro, que passarão a contar com um serviço estruturado, contínuo e ambientalmente adequado para a coleta de vidro e óleo residual de cozinha (OGR), favorecendo o cumprimento de suas responsabilidades socioambientais.Como beneficiários indiretos, destacam-se a população do município do Rio de Janeiro, beneficiada pela redução do descarte inadequado de resíduos, pela melhoria da limpeza urbana e pela diminuição dos impactos ambientais; a indústria recicladora e a cadeia produtiva do biodiesel, que terão maior disponibilidade de matéria-prima; e o poder público, que contará com uma solução inovadora para fortalecer a coleta seletiva, a logística reversa e a economia circular, contribuindo para o cumprimento das metas previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos e demais políticas ambientais.","mes_proposta":7,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-07-29","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}