{"data":[{"id_proposta":88526,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"35820098000108","nm_ente_recebedor":"MELO E ORMONDE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL LTDA","ed_cep":"13306-705","ed_logradouro":"RUA VICTORIA SILVEIRA PIASSAROLLI","ed_numero":"90","ed_complemento":"QUADRA02 - 90 LOTE 13","ed_bairro":"CHACARA BELA VISTA","cd_ibge_recebedor":3523909,"nm_municipio_recebedor":"ITU","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Sociedade Empresária Limitada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":11,"nm_unidade_gestora":"Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental","ds_objeto":"O projeto tem por objetivo geral desenvolver, implementar e operar plataforma digital de treinamento, gestão, comunicação e capacitação ambiental, com potencial de abrangência nacional, utilizando inteligência artificial para consolidação de dados e hiperpersonalização de conteúdos de formação e engajamento, voltada à ampliação da coleta seletiva e ao fortalecimento da cadeia de reciclagem no Brasil. A plataforma conecta dois públicos principais da cadeia de reciclagem: (i) cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis, às quais oferece capacitação técnica e ferramentas de gestão; e (ii) pessoas físicas e estabelecimentos geradores de materiais recicláveis (residências, comércios e empresas), aos quais direciona campanhas de comunicação e engajamento para ampliar a separação e a destinação correta de recicláveis. Complementarmente, o projeto contribui para (a) a inclusão de municípios já dotados de coleta seletiva estabelecida e com a destinação para cooperativas de reciclagem cadastradas, otimizando os fluxos de coleta existentes e reduzindo o volume de recicláveis destinados a aterros; e (b) o atendimento de empresas com metas de logística reversa de embalagens, oferecendo-lhes canal estruturado de conexão com cooperativas e geradores para apoiar o cumprimento de suas obrigações ambientais. A metodologia é proprietária, escalável e fundamentada em alto engajamento, combinando campanhas estruturadas de comunicação, mecânicas de engajamento e conteúdo hiperpersonalizado por inteligência artificial, adaptado ao perfil do usuário e à capacidade real de coleta de cada localidade.O projeto está alinhado aos eixos prioritários de inclusão e fortalecimento de catadores e cooperativas, de inovação e tecnologia aplicada à reciclagem, e de educação ambiental. Seus beneficiários diretos são as cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis e as pessoas físicas e estabelecimentos geradores de materiais recicláveis; seus beneficiários indiretos são os municípios com coleta seletiva estabelecida, as empresas com metas de logística reversa de embalagens e a população em geral. Como indicadores de resultado a serem detalhados no plano de trabalho, o projeto pretende monitorar, entre outros: número de cooperativas e catadores capacitados; número de pessoas e estabelecimentos geradores engajados na plataforma; número de municípios com sistemas de coleta seletiva otimizados; número de empresas conectadas para cumprimento de metas de logística reversa; volume de material reciclável desviado de aterro (toneladas/ano); e nível de engajamento nas campanhas de comunicação realizadas. Foi incluído como anexo os municípios atualmente mapeados, porém, atendendo aos critérios do programa e a característica de escalar o projeto é possível ampliar ou selecionar regiões com maior potencial para aumento da reciclagem enquanto outros sistemas e infraestruturas sejam desenvolvidas.","ds_problema_proposta":"Baixa adesão da população à coleta seletiva e ausência de ferramentas escaláveis e personalizadas de comunicação e capacitação técnica para cooperativas de catadores e O Brasil ainda recicla uma parcela muito pequena dos resíduos sólidos urbanos que gera. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024 (ABREMA), apenas 8,3% dos resíduos sólidos urbanos produzidos em 2023 foram efetivamente reciclados, e mesmo entre o material coletado para reciclagem, apenas 52,2% chega a ser reaproveitado pela indústria, o restante vira rejeito e retorna a aterros. O gargalo não é apenas de infraestrutura formal: dados do IBGE (Pesquisa Munic 2023, divulgada em 2024) mostram que 60,5% dos municípios brasileiros já possuem coleta seletiva implantada, com forte desigualdade regional (81,9% no Sul contra 33,5% no Norte) e um hiato entre legislação e prática, já que 56,7% dos municípios têm apenas instrumento legal sobre o tema, sem necessariamente operação efetiva. Um dos pontos está na baixa adesão da população e na fragmentação da informação sobre como e o que reciclar. Pesquisa Datafolha (Folha de S.Paulo, maio de 2024) mostrou que, entre os brasileiros que declaram ter coleta seletiva onde moram, 1 em cada 3 (33%) não separa os recicláveis, e 58% não sabem reconhecer os símbolos de reciclagem nas embalagens — evidência direta de que a informação disponível é dispersa, pouco acessível e não personalizada por contexto local.Essa desinformação impacta diretamente a eficiência das cooperativas de catadores, elo central da cadeia de reciclagem no Brasil: segundo a ABREMA, catadores — organizados ou informais — respondem por dois terços do material que efetivamente chega à indústria recicladora, contra apenas um terço proveniente da coleta seletiva municipal. Ainda assim, essas cooperativas operam de forma pouco eficiente, na prática, catadores dedicam parte relevante de sua jornada na separação de materiais que são recicláveis do que não podem ser reciclados. Em síntese, o problema a ser resolvido é a combinação entre baixa adesão da população à separação correta de resíduos recicláveis, agravada pela ausência de comunicação clara e personalizada por localidade, e a inexistência de ferramentas escaláveis de comunicação e capacitação técnica para cooperativas de catadores. Esse cenário resulta, de forma encadeada, em menor eficiência de triagem, menor volume de materiais recicláveis efetivamente reaproveitados pela indústria e menor geração de renda para os catadores — elo mais vulnerável e, ao mesmo tempo, mais essencial de toda a cadeia de reciclagem no Brasil.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"O projeto está diretamente alinhado ao objetivo legal da Lei de Incentivo à Reciclagem de incentivar o desenvolvimento das indústrias, da cadeia da reciclagem e das entidades de catadores, por meio de ações de capacitação, formação e assessoria técnica. Ao oferecer uma plataforma digital de capacitação e engajamento hiperpersonalizada por região, o projeto amplia o alcance e a escalabilidade dessas ações, com potencial de atingir cooperativas e população de forma escalável para todo o território nacional, em linha com a diretriz do programa de fomento amplo à cadeia produtiva da reciclagem.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"Há interesse recíproco e direto entre a proposta e a Lei de Incentivo à Reciclagem. A Relume, empresa proponente especializada em treinamento e desenvolvimento profissional, está compondo uma equipe de profissionais especializados dedicada ao projeto, que atuará com base em ampla experiência de mercado e em metodologia proprietária, desenvolvida especificamente para impulsionar o setor da reciclagem no Brasil por meio de frentes integradas: dados, inovação, treinamento e comunicação e marketing voltados à economia circular, com foco na sensibilização e no engajamento da população.A esse conjunto soma-se o uso de inteligência artificial aplicada à personalização de conteúdo, o que amplia a capacidade de execução para qualificar cooperativas de catadores e apoiar a gestão pública municipal da coleta seletiva. Em contrapartida, o programa viabiliza, por meio do incentivo fiscal, o financiamento de uma solução escalável de capacitação que dificilmente seria custeada de forma integral com recursos isolados — cumprindo o objetivo legal de fomento à cadeia da reciclagem e de fortalecimento da atuação dos catadores de recicláveis.","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-07-30T21:56:59.681000","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"-Cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis (beneficiário direto). Constituem o elo mais vulnerável e, ao mesmo tempo, essenciais da cadeia de reciclagem no Brasil: catadores organizados ou informais respondem por dois terços do material que efetivamente chega à indústria recicladora. Essas cooperativas recebem material com alto índice de contaminação, o que reduz a eficiência de triagem e a renda dos catadores. O projeto atende diretamente essas cooperativas com capacitação técnica, fortalecendo sua organização institucional e sua capacidade de absorver e processar mais material com qualidade. -Prefeituras e gestão pública municipal de resíduos sólidos, com foco em municípios que já implantaram coleta seletiva e contam com cooperativas de catadores estruturadas, mas cujo índice de reciclagem está aquém da capacidade de coleta e triagem já instalada (beneficiário direto). Esse descompasso entre infraestrutura implantada e resultado efetivo é o núcleo do problema que o projeto ataca: 60,5% dos municípios brasileiros já possuem coleta seletiva (Pesquisa Munic 2023/IBGE), mas a adesão da população e a eficiência de triagem permanecem baixas, gerando ociosidade na capacidade já instalada. Para esses municípios, o projeto oferece ferramentas de comunicação e engajamento adaptadas à capacidade operacional local, elevando o aproveitamento do investimento público já realizado em infraestrutura de coleta seletiva. -População residente nos municípios atendidos (beneficiário indireto e usuário final das campanhas de engajamento). É o público cuja mudança de comportamento determina o sucesso do projeto: pesquisa Datafolha (maio de 2024) mostrou que, mesmo entre moradores que já têm coleta seletiva disponível, 33% não separam os recicláveis e 58% não reconhecem os símbolos de reciclagem nas embalagens — evidência de que a principal barreira é a informação dispersa e não personalizada, e não a ausência de infraestrutura. O projeto atua sobre essa população com campanhas de comunicação de alto engajamento, hiperpersonalizadas por inteligência artificial conforme o perfil do morador e a capacidade real de coleta de sua localidade.","mes_proposta":7,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-07-29","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}