{"data":[{"id_proposta":88417,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"43177661000108","nm_ente_recebedor":"MARE ESTRATEGIAS PARA ECONOMIA DE IMPACTO LTDA","ed_cep":"80730-001","ed_logradouro":"RUA PADRE ANCHIETA","ed_numero":"2272","ed_complemento":"APT 405 ANDAR 04 COND CURITIBA LOFT CHAMPABLOCO CURITIBA LOFT CHAMPA","ed_bairro":"BIGORRILHO","cd_ibge_recebedor":4106902,"nm_municipio_recebedor":"CURITIBA","nm_uf_recebedor":"PARANÁ","sg_uf_recebedor":"PR","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Sociedade Empresária Limitada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"O projeto Trilha Aceleração Maré – Farmacêutica, tem como objeto a implementação de um programa nacional de aceleração de startups e negócios de impacto voltados ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a economia circular na cadeia de resíduos da indústria farmacêutica. A iniciativa busca identificar, selecionar, capacitar e estruturar empreendimentos com potencial de transformar desafios ambientais e regulatórios em modelos de negócio escaláveis, fortalecendo sua capacidade técnica, operacional, financeira e de governança para acesso a investimentos e expansão de mercado.A aceleração será realizada por meio de uma metodologia estruturada de preparação para investimentos (Project Preparation Facility – PPF), conduzindo um funil de desenvolvimento que parte da seleção de 12 startups, evolui para a qualificação de 4 empreendimentos e culmina na preparação de 2 negócios com elevado potencial de captação de recursos por mecanismos de blended finance e investidores de impacto. O programa possui duração de 11 meses e contempla assistência técnica especializada, mentorias, capacitações, estruturação financeira, adequação regulatória, desenvolvimento da tese de impacto, mensuração de resultados e conexão com o ecossistema nacional de inovação e investimentos.O projeto concentra sua atuação em desafios estratégicos da cadeia farmacêutica, especialmente relacionados à logística reversa de medicamentos, ao tratamento de micropoluentes presentes em efluentes, ao fortalecimento do compliance ambiental, ao desenvolvimento de soluções para a cadeia da cannabis medicinal e à descontaminação de embalagens primárias, enfrentando lacunas regulatórias e tecnológicas que dificultam a circularidade desses resíduos. A proposta promove a aproximação entre startups, empresas, poder público, instituições de pesquisa e investidores, contribuindo para o fortalecimento da cadeia nacional de reciclagem e para a redução dos impactos ambientais decorrentes do descarte inadequado de resíduos farmacêuticos.Como resultado esperado, o projeto pretende ampliar a maturidade dos negócios acelerados, fomentar a inovação ambiental na indústria farmacêutica, estimular a criação de soluções tecnológicas de alto impacto socioambiental e fortalecer a estrutura de financiamento de empreendimentos capazes de promover a transição para modelos produtivos mais sustentáveis e alinhados aos princípios da economia circular e da legislação brasileira de reciclagem. Na composição do projeto, é contemplado também a capacitação, formação e assessoria técnica voltada aos catadores de materiais recicláveis, em especial aqueles que realizam a triagem, reciclagem e destinação de resíduos farmacêuticos em geral.","ds_problema_proposta":"O setor farmacêutico brasileiro desempenha papel estratégico para a saúde pública, porém gera uma cadeia de resíduos complexa que envolve medicamentos vencidos ou em desuso, embalagens contaminadas, resíduos químicos, micropoluentes e materiais potencialmente perigosos. Apesar dos avanços regulatórios promovidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e pela implementação do sistema nacional de logística reversa de medicamentos, ainda existem importantes desafios tecnológicos, operacionais e econômicos para garantir a destinação ambientalmente adequada desses resíduos, especialmente no desenvolvimento de soluções inovadoras capazes de ampliar a circularidade dos materiais e reduzir riscos ambientais e sanitários. O Decreto Federal nº 10.388/2020 instituiu a logística reversa dos medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, estabelecendo responsabilidades compartilhadas entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. Entretanto, a própria regulamentação evidencia que o sistema ainda se encontra em processo de consolidação nacional, exigindo o fortalecimento de tecnologias, modelos de negócios e mecanismos capazes de ampliar sua eficiência, cobertura territorial e rastreabilidade. Em 2023, o sistema nacional registrou a coleta de aproximadamente 448 toneladas de medicamentos por meio de 6.294 pontos de coleta distribuídos em apenas 648 municípios brasileiros, demonstrando que o alcance ainda representa uma parcela reduzida dos mais de 5.500 municípios existentes no país. Além da baixa abrangência territorial, outro desafio refere-se à presença crescente de micropoluentes farmacêuticos nos corpos hídricos e nos sistemas convencionais de tratamento de esgoto. Diversos princípios ativos presentes em medicamentos possuem elevada persistência ambiental, podendo permanecer em rios, lagos e aquíferos após o descarte inadequado, ocasionando impactos sobre organismos aquáticos, favorecendo processos de resistência antimicrobiana e comprometendo a qualidade ambiental. Esse cenário demanda o desenvolvimento de tecnologias inovadoras de tratamento, descontaminação e reaproveitamento de resíduos, capazes de atender às exigências regulatórias e aos princípios da economia circular. Sob a perspectiva da reciclagem, existe ainda um importante desafio relacionado às embalagens farmacêuticas. Embora grande parte das embalagens secundárias (papel, papelão e determinados plásticos) possuam potencial reciclável, muitas deixam de ingressar na cadeia da reciclagem devido ao risco de contaminação, à ausência de sistemas específicos de segregação e à limitação de tecnologias para descontaminação das embalagens primárias. Como consequência, materiais potencialmente recicláveis acabam sendo destinados à disposição final ou à incineração, reduzindo o potencial econômico da cadeia circular.Nesse contexto, a Trilha Aceleração Maré – Farmacêutica surge para enfrentar justamente essa lacuna de inovação. O projeto busca identificar e acelerar startups capazes de desenvolver soluções tecnológicas voltadas à logística reversa, descontaminação de embalagens, rastreabilidade de resíduos, tratamento de micropoluentes, valorização de resíduos farmacêuticos e novos modelos de economia circular para a indústria. Ao fortalecer negócios inovadores, o programa contribui para ampliar a eficiência da cadeia nacional de reciclagem, reduzir impactos ambientais, estimular investimentos em tecnologias limpas e acelerar a implementação dos instrumentos previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos.A proposta pretende enfrentar um conjunto de desafios estruturais da cadeia farmacêutica brasileira, entre os quais destacam-se: i) baixa cobertura territorial dos sistemas de logística reversa de medicamentos; ii) descarte inadequado de medicamentos em lixo comum, redes de esgoto e solo; iii) contaminação ambiental causada por micropoluentes farmacêuticos; iv) reduzida disponibilidade de tecnologias para descontaminação e reciclagem de embalagens farmacêuticas; v) dificuldade de rastreabilidade dos resíduos ao longo da cadeia logística; vi) insuficiência de negócios inovadores especializados na economia circular aplicada ao setor farmacêutico; vii) limitação do acesso de startups ambientais a capital, estruturação financeira e preparação para investimentos de impacto; viii) necessidade de integração entre indústria, universidades, investidores, cooperativas, empresas de reciclagem e poder público para construção de soluções escaláveis.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"O projeto está em consonância com os incisos I, II, IV, VI, VII e VIII do art. 2º do Decreto nº 12.106/2024, ao promover: 1) capacitação técnica e empreendedora em gestão de resíduos e economia circular (inciso I); 2) incubação de startups e negócios sustentáveis com apoio técnico e gerencial (inciso II); 3) fomento à estruturação de cadeias produtivas locais e redes de comercialização (inciso VI); 4) inclusão socioprodutiva de catadores como agentes centrais da cadeia da reciclagem (inciso VII); 5) estímulo ao desenvolvimento de soluções e tecnologias limpas para triagem; 6) transporte e reaproveitamento de materiais recicláveis (inciso VIII). Dessa forma, o projeto se apresenta como um instrumento estratégico para a implementação efetiva da Política Nacional de Incentivo à Reciclagem, viabilizando o uso eficiente dos recursos incentivados, conforme previsto no art. 3º da Lei nº 14.260/2021, com transparência, mensuração de impacto e controle social.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"O projeto contribui diretamente para os objetivos da Lei nº 14.260/2021 e da Lei nº 12.305/2010 (PNRS), promovendo inovação, colaboração e impacto socioambiental positivo. Ao articular diferentes atores do ecossistema da reciclagem – empreendedores, cooperativas, catadores, empresas e órgãos públicos – o projeto viabiliza a criação de soluções escaláveis e replicáveis para os desafios da gestão de resíduos no Brasil. Entre os principais interesses recíprocos estão: fomento à inovação tecnológica e à criação de produtos, serviços e processos para a reciclagem e economia circular; integração de catadores e cooperativas às redes de inovação e aos novos modelos de negócio sustentáveis; redução do volume de resíduos destinados a aterros, com aumento da taxa de reaproveitamento de materiais recicláveis; inclusão produtiva e geração de renda, especialmente para trabalhadores informais e empreendedores sociais; aplicação eficiente dos recursos incentivados, com governança baseada em critérios ESG e prestação de contas conforme os dispositivos da Lei nº 14.260/2021 e do Decreto nº 12.106/2024; sensibilização e mobilização do setor empresarial e da sociedade civil para a importância da reciclagem como vetor estratégico de desenvolvimento sustentável.","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-07-30T20:02:54.790999","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"Startups e empreendedores com foco em soluções para a economia circular e gestão de resíduos farmacêuticos, catadores de materiais recicláveis e suas cooperativas; organizações da sociedade civil e instituições de ensino e pesquisa na área ambiental e tecnológica; empresas patrocinadoras, fundos de investimento de impacto, aceleradoras e redes de inovação com foco em ESG e sustentabilidade; órgãos públicos alinhados ao tema.","mes_proposta":7,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-07-28","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}