{"data":[{"id_proposta":88306,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"31259521000191","nm_ente_recebedor":"ASSOCIACAO GRUPO MAIS UNIDOS","ed_cep":"05407-002","ed_logradouro":"RUA CARD ARCOVERDE","ed_numero":"1641","ed_complemento":"SALA 82","ed_bairro":"PINHEIROS","cd_ibge_recebedor":3550308,"nm_municipio_recebedor":"SÃO PAULO","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Associação Privada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"Estruturação de uma cadeia produtiva regional de reciclagem em 6 municípios do Estado do Pará, a saber Belém, Ananindeua, Barcarena, Santarém, Juruti e Oriximiná, articulando 7 cooperativas de catadores de materiais recicláveis, 140 catadores em formação profissional certificada, 20 escolas públicas municipais e a indústria compradora de material recuperado ao longo do corredor hidroviário Amazonas-Pará. A proposta parte de um diagnóstico objetivo: no Pará existe material reciclável em volume relevante e existem catadores organizados, mas falta a infraestrutura intermediária que transforma coleta dispersa em oferta industrial confiável. É exatamente essa camada intermediária que o projeto implanta, em 36 meses de execução.A intervenção se dá em quatro frentes simultâneas e interdependentes. A primeira é física: reforma e adequação de 6 galpões de triagem, com instalação elétrica trifásica, cobertura, piso industrial, sistema de proteção contra descargas atmosféricas e estrutura sanitária em conformidade com a NR-24. São 6 galpões para 7 cooperativas, e não 7, porque a unidade de Barcarena já dispõe de estrutura física adequada e recebe apenas as camadas adicionais de beneficiamento de metal não ferroso e de consolidação de carga. Somam-se 20 pontos de entrega voluntária cobertos, com baias separadas para alumínio e para plástico, instalados junto às escolas participantes.A segunda frente é produtiva: aquisição de 2 caminhões coletores com carroceria gaiola para os nós rodoviários, 2 veículos utilitários de coleta para os municípios de acesso fluvial, 6 prensas hidráulicas enfardadeiras verticais, 6 esteiras de triagem motorizadas, balanças de plataforma com certificação do INMETRO, 4 enfardadeiras específicas para latas de alumínio, balança de precisão para metais não ferrosos, estações de registro de lote e equipamento de proteção individual para os 140 catadores, além da contratação de transporte fluvial de carga consolidada no corredor Amazonas-Pará e da implantação de duas centrais de consolidação de metal, em Juruti e em Barcarena.A terceira frente é formativa e tem dois públicos distintos. De um lado, o programa de formação profissional do catador, com 50 horas por participante, distribuídas em 5 módulos de 10 horas cada e organizadas em 8 encontros presenciais, com auxílio de permanência, certificação individual de competências e formação de multiplicador interno em cada cooperativa. De outro, a educação socioambiental na rede pública, com currículo aplicado a 5.000 alunos de 20 escolas e formação continuada de 150 professores em 10 turmas. O eixo escolar não é acessório: é organizado como a Trilha do Material, percurso de 6 etapas em que o estudante identifica o alumínio e o plástico no próprio consumo, aprende a segregá-los, visita a cooperativa do seu município, calcula o carbono que a turma evitou, participa da campanha de arrecadação no ponto de entrega voluntária da própria escola e apresenta o resultado na mostra socioambiental municipal.A quarta frente é comercial: implantação de sistema digital de rastreabilidade de lote, com registro de pesagem em balança aferida, discriminação de material e nota fiscal de venda vinculada a cada registro, e realização de rodadas de negócios que conectam as cooperativas diretamente à indústria recicladora, com assessoria comercial continuada e apoio à regularização documental e à governança das organizações.A meta física é a recuperação de 4.200 toneladas de material reciclável em 36 meses, em escalada progressiva de 400 toneladas no Ano 1, 1.400 no Ano 2 e 2.400 no Ano 3, patamar de operação plena que corresponde a 17,1 toneladas por catador ativo no ano. A composição projetada concentra papel e papelão, plástico e metais, sendo 1.260 toneladas de fração metálica, que responde pela maior parcela do resultado climático do projeto. A distribuição territorial atribui o maior peso a Juruti e a Santarém, municípios de menor cobertura de coleta e maior queima domiciliar de resíduo.O projeto é desenhado para ser replicável, e não apenas executável. Cinco produtos são sistematizados ao longo da vigência e publicados em licença aberta ao final: o currículo socioambiental completo com as 6 sequências didáticas da Trilha do Material, o kit da campanha escolar com o projeto executivo do ponto de entrega voluntária, o manual de operação da cooperativa derivado dos 5 módulos da formação profissional, o protocolo de rastreabilidade de lote independente de fornecedor de software e a metodologia de estruturação logística rodo-fluvial. A sistematização e a publicação constituem item próprio do orçamento, de modo que a replicação seja entrega contratada e verificável na prestação de contas.Valor total de R$ 5.000.000,00 e prazo de execução de 36 meses, a contar da aprovação.","ds_problema_proposta":"Primeiro núcleo · A destinação inadequada permanece como padrão no interior paraenseA disposição final ambientalmente adequada é exceção, e não regra, nos municípios de médio e pequeno porte do Pará. O material que poderia ser recuperado segue para vazadouros a céu aberto, onde a fração orgânica entra em decomposição anaeróbia e o material seco perde valor por contaminação. O efeito é duplo e mensurável: emite-se metano que poderia ser evitado e destrói-se um ativo econômico que a cooperativapoderia comercializar. O projeto ataca esse núcleo interceptando o material antes da disposição, com triagem qualificada em galpão adequado.Segundo núcleo · A cooperativa opera abaixo do seu ponto de viabilidade econômicaAs sete cooperativas do território operam com estrutura física precária, sem prensa própria ou com prensa em fim de vida útil, sem balança aferida e sem galpão coberto adequado. A consequência direta é que vendem material solto ou mal enfardado, com perda de densidade no transporte e sujeição ao preço do atravessador. Sem prensa, o frete de uma carga de PET é economicamente inviável a partir de qualquer distância relevante.Sem balança aferida, a cooperativa não tem como contestar a pesagem do comprador. O gargalo não é falta de trabalho: é falta de ativo produtivo.Terceiro núcleo · A logística amazônica encarece e fragmenta o escoamentoO território do projeto combina distâncias longas, malha rodoviária incompleta e dependência de transporte fluvial com sazonalidade de rio. Uma carga que sai de Oriximiná ou de Juruti enfrenta custo e prazo incompatíveis com o valor por tonelada do material reciclável de baixa densidade. Essa assimetria explica por que a reciclagem formal se concentra na região metropolitana e não avança no interior. O projeto responde com quatro medidas encadeadas: enfardamento na origem, que multiplica a densidade da carga; alocação de ativo compatível com o modal de cada município, caminhão nos nós rodoviários e veículo utilitário de menor porte nos municípios de acesso fluvial, em vez de frota uniforme que seria ociosa em um lugar e insuficiente em outro; contratação de transporte fluvial de carga consolidada por 24 meses, que é o que efetivamente liga o BaixoAmazonas à indústria compradora; e consolidação de volume em dois pontos do corredor, Juruti na origem e Barcarena junto ao complexo portuário de Vila do Conde.Quarto núcleo · Não há demanda organizada nem separação na fonteA coleta seletiva municipal é limitada ou inexistente em boa parte do território, e o material chega à cooperativa misturado e contaminado, o que reduz o preço de venda e aumenta o rejeito. Sem separação na fonte, o ganho de produtividade do equipamento é parcialmente anulado pelo retrabalho. É por isso que o eixo de educação ambiental não é acessório neste projeto: as 20 escolas e os 5.000 alunos constituem a estratégia de geração dedemanda e de qualificação do material que alimenta as cooperativas. Os 20 pontos de entrega voluntária previstos na Meta 5 são a contrapartida física dessa estratégia: cada escola formada passa a dispor de um ponto de recepção coberto e sinalizado, com baias separadas para alumínio e para plástico, vinculado à cooperativa do município, de modo que o conteúdo pedagógico se converta em material efetivamente segregado e coletado. O desenho fecha um circuito curto e verificável: o estudante aprende a separar, deposita no ponto da própria escola, visita a cooperativa que recebe aquele material e vê o lote ser pesado e registrado. É esse circuito, e não a aula isolada, que produz mudança de comportamento sustentada.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"INCISO I - Capacitação, formação e assessoria técnicaA Meta 6 estrutura duas frentes formativas distintas e um produto de replicação. A primeira é o programa de formação profissional dos próprios catadores: 50 horas por catador, em cinco módulos que vão de saúde e segurança do trabalho a classificação de material, operação de equipamento, registro de lote rastreável e cooperativismo, aplicados em 35 turmas de até 25 participantes, com auxílio de permanência, formação de multiplicador interno em cada cooperativa e certificação individual dos 140 catadores. A segunda é a educação socioambiental na rede pública, com currículoaplicado a 5.000 alunos em 20 escolas municipais e formação de 150 professores em 10 turmas, organizada na Trilha do Material, percurso de seis etapas que inclui oficina de segregação, visita técnica de estudantes à cooperativa do próprio município, cálculo escolar do carbono evitado, campanha de arrecadação de alumínio e de plástico no ponto de entrega voluntária da escola e mostra socioambiental municipal. A meta contrata ainda a sistematização e a publicação do kit de replicação em licença aberta e mantém a assessoria técnica continuada às sete cooperativas por 18 meses. A Meta 7 acrescenta a implantação de PGR e PCMSO nas sete unidades.INCISO IV - Implantação de infraestrutura e aquisição de equipamentosAs Metas 4 e 5 concentram R$ 2.416.600,00, correspondentes a 48,33% do valor global. A Meta 5 reforma seis galpões de triagem com instalação elétrica trifásica, SPDA e estrutura sanitária conforme NR-24, e implanta vinte pontos de entrega voluntária cobertos. A Meta 4 adquire dois caminhões coletores para os nós rodoviários, dois veículos utilitários de coleta para os municípios de acesso fluvial, seis prensas enfardadeiras, seis esteiras de triagem, sete balanças aferidas, seis paleteiras, 140 kits de EPI e, para sustentar a meta de 30% de metal, quatro enfardadeiras específicas paralatas de alumínio, quatro balanças de precisão para não ferrosos, a central de consolidação regional de metal em Juruti e a unidade de consolidação e embarque em Barcarena, além do transporte fluvial de carga consolidada contratado por 24 meses.INCISO VII - Participação em cadeias de economia circularA Meta 8 implanta sistema digital de rastreabilidade que registra origem, composição e destino de cada lote comercializado, requisito para a inserção das cooperativas como fornecedoras qualificadas de indústrias que precisam comprovar conteúdo reciclado e cadeia de custódia. A mesma meta capacita as sete cooperativas na operação do sistema e na auditoria do lote rastreado.INCISO VIII - Organização de redes de comercialização e cadeias produtivasAinda na Meta 8, quatro rodadas de negócios conectam as sete cooperativas diretamente às indústrias recicladoras, e a assessoria comercial estrutura a prospecção de compradores. A gestão e a curadoria continuada da base de lotes rastreados são atribuídas a analista dedicado, de modo que a responsabilidade pela operação do sistema seja nominal e não difusa. A Meta 7 realiza dois encontros regionais de catadores do corredor Amazonas-Pará, sediados em Santarém e em Belém, consolidando a articulação em rede entre as cooperativas.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"INTERESSE DO PODER PÚBLICO E DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE E MUDANÇA DO CLIMAAmpliação mensurável da recuperação de recicláveis em território de baixa cobertura, com dado auditável por lote e por município.Inclusão socioprodutiva de 140 catadores em condições formais, com equipamento de proteção individual,PGR e PCMSO implantados.Redução de emissões de gases de efeito estufa por desvio de aterro e substituição de matéria-prima virgem, calculada por metodologia compatível com a estatística setorial nacional.Fortalecimento institucional de sete cooperativas, com governança regularizada e capacidade de contratar diretamente com a indústria.INTERESSE DA PROPONENTEConsolidação da atuação amazônica já iniciada em Juruti, Santarém e Belém, agora no eixo de resíduos sólidos e economia circular.Aplicação, em novo setor, da competência formativa que a organização exerce em rede pública de ensino e em programas de qualificação profissional em território amazônico.Conversão da rede de 99 parceiros institucionais em investimento socioambiental estruturado, no modelo de fundo colaborativo que a organização opera desde 2018.Geração de metodologia replicável de estruturação de cooperativas em contexto rodofluvial amazônico.INTERESSE DOS INCENTIVADORES TRIBUTADOS PELO LUCRO REALDedução do imposto de renda devido, no limite de 1% do IRPJ, nos termos da Lei nº 14.260/2021, sem desembolso adicional ao que já seria recolhido.Comprovação de conteúdo reciclado e de cadeia de custódia rastreada, requisito crescente em compras corporativas e em relato de sustentabilidade.Vinculação a território de alta relevância reputacional, o Pará no ciclo pós-COP30, com indicadores de impacto auditáveis por terceiro independente.Relação direta com cooperativas fornecedoras, o que abre alternativa de suprimento de material reciclado com rastreabilidade documentada","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-07-29T17:36:33.171000","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"BENEFICIÁRIOS DIRETOS140 catadores de materiais recicláveis vinculados às sete cooperativas, beneficiados por equipamento de proteção individual, galpão adequado, prensa, esteira e balança aferida, e por programa de formação profissional de 50 horas em cinco módulos, com certificação individual de competências.7 cooperativas de catadores (CONCAVES, ACCSB, COOTARAL, COCAOUT, COOPCRESAM, COOTPA e RECICLABEM), distribuídas em duas unidades em Belém e uma em cada um dos municípios de Ananindeua, Barcarena, Santarém, Juruti e Oriximiná, beneficiadas por infraestrutura, assessoria de governança e acesso direto ao comprador industrial. A distribuição é a seguinte: duas cooperativas em Belém, que concentra o maior volume de geração do Estado e a indústria compradora, e uma cooperativa em cada um dos demais cinco municípios do corredor. Cada unidade formaliza sua participação por termo de adesão firmado previamente ao início da execução.5.000 alunos do ensino fundamental de 20 escolas públicas municipais, alcançados pelo currículo socioambiental e por 160 oficinas práticas.150 professores da rede pública municipal, formados em 10 turmas de formação continuadaBENEFICIÁRIOS INDIRETOSFamílias dos 140 catadores, estimadas em aproximadamente 560 pessoas, beneficiadas pelo incremento e pela regularidade da renda familiar.Comunidades escolares dos 20 estabelecimentos de ensino, incluindo famílias dos 5.000 alunos.População dos seis municípios de abrangência, estimada em 2.432.295 habitantes pelo Censo Demográfico de 2022, beneficiada pela redução do resíduo disposto inadequadamente e pela ampliação da coleta seletiva.Indústrias recicladoras compradoras, beneficiadas por oferta rastreada e regular de material recuperado com origem documentada.","mes_proposta":7,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-07-28","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Obra"},{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}