{"data":[{"id_proposta":88270,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"26075636000196","nm_ente_recebedor":"INSTITUTO PROCOMUM","ed_cep":"4522033","ed_logradouro":"GAIVOTA","ed_numero":"1081","ed_complemento":"APT 23","ed_bairro":"MOEMA","cd_ibge_recebedor":3550308,"nm_municipio_recebedor":"SÃO PAULO","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Associação Privada","cnpj_executor":"26075636000196","nm_executor":"INSTITUTO PROCOMUM","cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":12,"nm_unidade_gestora":"Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental","ds_objeto":"Todos os dias, milhares de mulheres percorrem ruas, cooperativas e centros urbanos recuperando materiais que a sociedade considera sem valor. São elas que mantêm a economia circular em funcionamento, evitam que toneladas de resíduos cheguem aos rios, manguezais e aterros e contribuem diretamente para a redução dos impactos ambientais. Apesar dessa contribuição essencial, permanecem nas etapas menos valorizadas da cadeia produtiva, enfrentando baixa remuneração, jornadas exaustivas, dificuldades de mobilidade, acesso limitado à formação profissional e poucas oportunidades para transformar seu conhecimento em autonomia econômica.Ao mesmo tempo, o Brasil perde diariamente oportunidades de ampliar o valor econômico dos resíduos recicláveis. Grande parte dos materiais recuperados é comercializada sem qualquer beneficiamento, reduzindo o potencial de geração de trabalho, renda, inovação e desenvolvimento territorial. Esse cenário demonstra que fortalecer a economia circular exige não apenas investimentos em infraestrutura, mas também investimentos nas pessoas que sustentam essa cadeia.É para responder a essa realidade que nasce a Colaboradora de Moda e Design - Escola de Desenvolvimento de Empreendedoras da Economia Circular. O projeto propõe implantar e consolidar o Circular LAB como uma infraestrutura comunitária de formação, experimentação, inovação e transformação de resíduos, estruturada para fortalecer a cadeia da reciclagem por meio da inclusão socioprodutiva de mulheres catadoras e outros grupos prioritários.Além de um laboratório de reciclagem, o Circular LAB será um espaço de aprendizagem, criação, desenvolvimento de produtos, fabricação colaborativa, empreendedorismo, comercialização e inovação social. As participantes terão acesso a um percurso formativo que integra conhecimentos em economia circular, moda, design, fabricação aberta, educação financeira, economia solidária, gestão de empreendimentos e comercialização, articulados a estratégias de mobilidade sustentável, cuidado, acessibilidade e permanência. A partir da transformação de resíduos plásticos, têxteis e madeireiros, as participantes desenvolverão coleções de vestuário, bolsas, biojoias, acessórios de moda, peças de design, objetos utilitários, mobiliário, itens de decoração e outros produtos inovadores de maior valor agregado, aplicando princípios do ecodesign, do upcycling e da economia circular para gerar renda, fortalecer empreendimentos e ampliar o potencial econômico dos materiais recicláveis.A proposta parte do reconhecimento de que as mulheres catadoras acumulam conhecimentos construídos ao longo de anos de trabalho, mas raramente têm acesso às etapas da cadeia em que ocorre a agregação de valor aos materiais recicláveis. Ao ampliar sua participação nesses processos, o projeto fortalece empreendimentos comunitários, amplia oportunidades de geração de renda e contribui para que essas mulheres deixem de atuar apenas como fornecedoras de matéria-prima para também ocuparem o papel de criadoras, produtoras, empreendedoras e protagonistas da economia circular.Além da transformação de resíduos plásticos, têxteis e madeireiros em produtos de maior valor agregado, a iniciativa produzirá metodologias abertas, fortalecerá redes colaborativas e consolidará tecnologias sociais capazes de inspirar e apoiar sua replicação em outros territórios brasileiros. Assim, a Colaboradora contribuirá para fortalecer a gestão sustentável de resíduos sólidos, ampliar a inclusão produtiva, estimular modelos econômicos regenerativos e promover desenvolvimento territorial sustentável com justiça social, ambiental e climática.","ds_problema_proposta":"A Baixada Santista concentra importantes desafios socioambientais relacionados à gestão de resíduos sólidos, à poluição de corpos hídricos, às mudanças climáticas e às desigualdades sociais. Nesse contexto, as mulheres catadoras desempenham um papel essencial para a recuperação de materiais recicláveis e para o funcionamento da economia circular, evitando que toneladas de resíduos sejam destinadas inadequadamente a rios, manguezais, aterros e demais áreas ambientalmente sensíveis. Apesar dessa contribuição estratégica, continuam ocupando as posições mais vulneráveis da cadeia produtiva.Grande parte dessas mulheres iniciou sua trajetória de trabalho ainda na infância ou na adolescência, interrompendo precocemente os estudos para contribuir com a renda familiar ou assumir responsabilidades relacionadas ao cuidado de filhos, irmãos e outros familiares. Ao longo da vida, muitas encontram poucas oportunidades de retomar sua formação escolar ou acessar cursos profissionalizantes, ensino técnico ou ensino superior, permanecendo restritas às etapas de menor remuneração da cadeia da reciclagem.Assim como Carolina Maria de Jesus revelou, por meio da escrita, a potência de conhecimentos construídos em meio às desigualdades, as mulheres catadoras acumulam saberes técnicos, ambientais e comunitários produzidos pela experiência cotidiana. No entanto, esses conhecimentos raramente são reconhecidos ou transformados em oportunidades de qualificação, empreendedorismo, inovação ou geração de renda.Além das barreiras relacionadas ao trabalho, muitas convivem com jornadas exaustivas, responsabilidades de cuidado não compartilhadas, dificuldades de mobilidade, insegurança alimentar, acesso limitado a serviços públicos e, em diversos casos, situações de violência de gênero e outras formas de vulnerabilidade social. Esses fatores comprometem sua permanência em processos formativos, dificultam o fortalecimento de empreendimentos e limitam sua autonomia econômica.Ao mesmo tempo, grande parte dos resíduos recicláveis ainda possui baixo aproveitamento econômico devido à limitada capacidade de transformação local. Materiais plásticos, têxteis e madeireiros frequentemente deixam o território sem beneficiamento, reduzindo seu potencial de geração de trabalho, renda, inovação e desenvolvimento territorial.Esses desafios demonstram que fortalecer a economia circular exige mais do que investimentos em equipamentos ou infraestrutura. É necessário investir nas pessoas que sustentam essa cadeia, reconhecendo seus conhecimentos, ampliando suas oportunidades e criando condições para que permaneçam em processos de formação e desenvolvimento.Por isso, o projeto propõe uma abordagem integrada que articula infraestrutura comunitária, formação técnica e empreendedora, desenvolvimento de produtos, educação financeira, fortalecimento de empreendimentos, acompanhamento social, estratégias de cuidado e permanência, acessibilidade, apoio à mobilidade, valorização do bem-estar físico e mental e construção de redes colaborativas. Dessa forma, busca ampliar a participação das mulheres nas etapas de maior valor agregado da cadeia da reciclagem, fortalecer sua autonomia econômica e promover soluções sustentáveis para os desafios sociais, econômicos e ambientais do território.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"A Colaboradora de Moda e Design - Escola de Desenvolvimento de Empreendedoras da Economia Circular está diretamente alinhada aos objetivos da Lei de Incentivo à Reciclagem ao reconhecer que o fortalecimento da cadeia da reciclagem depende tanto da valorização dos materiais quanto das pessoas que tornam essa cadeia possível. A proposta amplia a inclusão socioprodutiva de mulheres catadoras, fortalece sua participação nas etapas de maior valor agregado da economia circular e promove oportunidades concretas de trabalho, geração de renda, empreendedorismo e autonomia econômica.O projeto contribui para estruturar uma economia circular mais inclusiva ao implantar o Circular LAB como infraestrutura comunitária de formação, experimentação, inovação e transformação de resíduos. Por meio de um percurso formativo integrado, as participantes terão acesso à qualificação técnica, educação financeira, desenvolvimento de produtos, fabricação aberta, comercialização, fortalecimento de empreendimentos e estratégias de cuidado, acessibilidade e permanência, reconhecendo que a inclusão produtiva depende da superação das barreiras sociais que historicamente limitam o acesso das mulheres às oportunidades de desenvolvimento.A proposta também fortalece os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos ao estimular o reaproveitamento de materiais plásticos, têxteis e madeireiros, ampliar a agregação de valor aos resíduos, incentivar práticas de consumo e produção responsáveis, fortalecer cooperativas, redes colaborativas e iniciativas da economia solidária, além de contribuir para a logística reversa e para a redução dos impactos ambientais decorrentes da destinação inadequada de resíduos.Outro aspecto alinhado às diretrizes do programa é a produção e o compartilhamento de tecnologias sociais e metodologias em formato aberto, permitindo que os conhecimentos desenvolvidos durante a execução possam ser adaptados e replicados por outras organizações, cooperativas e territórios. Dessa forma, a iniciativa amplia o alcance dos investimentos públicos ao fortalecer capacidades locais, incentivar a inovação comunitária e gerar impactos sociais, econômicos e ambientais que permanecem para além do período de execução do projeto.Ao integrar infraestrutura, formação, inovação, desenvolvimento territorial, cuidado e sustentabilidade, a Colaboradora demonstra que a economia circular pode ser uma estratégia de regeneração ambiental e, ao mesmo tempo, de redução das desigualdades, fortalecimento comunitário e promoção da justiça socioambiental, contribuindo para que a transição para modelos produtivos mais sustentáveis também seja uma transição mais inclusiva e equitativa.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"O interesse público da proposta consiste em fortalecer a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e da Lei de Incentivo à Reciclagem por meio de uma estratégia que integra inclusão socioprodutiva, geração de trabalho e renda, inovação, economia circular e desenvolvimento territorial sustentável. Ao investir na formação e no fortalecimento de mulheres catadoras, o projeto amplia a capacidade da cadeia da reciclagem de gerar benefícios sociais, econômicos e ambientais, reconhecendo o papel estratégico dessas trabalhadoras na recuperação de materiais recicláveis e na redução dos impactos ambientais.O Instituto Procomum reúne ampla experiência na implementação de tecnologias sociais, laboratórios cidadãos, processos de inovação comunitária, economia solidária, fortalecimento de redes colaborativas e desenvolvimento territorial. Ao longo de sua trajetória, consolidou metodologias voltadas à formação, experimentação, cuidado, participação social e produção compartilhada de conhecimento, desenvolvendo projetos de impacto em parceria com comunidades, universidades, organizações da sociedade civil e diferentes esferas do poder público. Essa experiência oferece capacidade técnica para implantar e consolidar o Circular LAB como uma infraestrutura comunitária permanente voltada à formação, experimentação e fortalecimento da economia circular.A proposta também reúne organizações com experiências complementares. O Pimp My Carroça aporta sua reconhecida atuação na valorização das catadoras, na mobilização social e no fortalecimento da cadeia da reciclagem. A Casa Criatura contribui com tecnologias abertas, fabricação distribuída e soluções para a transformação comunitária de resíduos em produtos de maior valor agregado. O Instituto Procomum integra essas experiências em uma metodologia única, adaptada à realidade da Baixada Santista e estruturada para responder aos desafios locais.Essa convergência de interesses permite que os recursos públicos gerem resultados que ultrapassam a execução do projeto. Além da implantação do Circular LAB e da formação de 100 mulheres empreendedoras da economia circular, a iniciativa deixará como legado uma infraestrutura comunitária permanente, metodologias abertas, tecnologias sociais sistematizadas, redes fortalecidas e capacidades instaladas no território, criando condições para que outras organizações, cooperativas e municípios adaptem e repliquem a experiência. Dessa forma, a parceria amplia a efetividade da política pública, potencializa o investimento realizado e contribui para uma transição ecológica socialmente justa, baseada na valorização das pessoas que sustentam a economia circular.","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-07-29T14:28:54.077000","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"A Colaboradora de Moda e Design foi concebida para Mulheres que, diariamente, sustentam parte da economia circular brasileira por meio da recuperação, triagem, reutilização e comercialização de materiais recicláveis, mas que historicamente permanecem afastadas das oportunidades de formação, inovação, empreendedorismo e agregação de valor. O projeto atenderá diretamente 100 mulheres, prioritariamente catadoras de materiais recicláveis, especialmente mulheres negras, indígenas, quilombolas, mães cuidadoras, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e demais grupos prioritários residentes na Baixada Santista e na cidade de São Paulo.Grande parte dessas participantes vivencia múltiplas vulnerabilidades sociais e econômicas, marcadas pela interrupção precoce dos estudos, dificuldades de acesso ao ensino técnico e superior, jornadas extensas de trabalho, responsabilidades de cuidado com filhos e familiares, baixa renda e reduzido acesso a oportunidades de qualificação profissional. Apesar dessas barreiras, acumulam conhecimentos práticos fundamentais sobre a gestão de resíduos, a reciclagem e os territórios onde vivem, conhecimentos que o projeto reconhece como ponto de partida para processos de inovação, geração de renda e fortalecimento da autonomia econômica.As participantes terão acesso ao Percurso Formativo Colaboradora, que integra formação técnica e empreendedora, experimentação prática no Circular LAB, desenvolvimento de produtos, moda circular, design sustentável, fabricação aberta, educação financeira, economia solidária, fortalecimento de empreendimentos, comercialização e estratégias de comunicação e vendas. Também participarão de atividades voltadas ao cuidado, acessibilidade, mobilidade, permanência, bem-estar e fortalecimento das redes de apoio, reconhecendo que a inclusão produtiva depende da criação de condições concretas para que as mulheres possam permanecer e concluir seus processos formativos.Durante o projeto, serão produzidos coletivamente vestuário, bolsas, acessórios, biojoias, objetos utilitários, peças de design, mobiliário de pequeno porte e outros produtos desenvolvidos a partir da transformação de resíduos plásticos, têxteis e madeireiros, ampliando as oportunidades de geração de renda e inserção em mercados da economia circular.Também participarão das ações cooperativas de reciclagem, organizações da sociedade civil, universidades, empreendedores comunitários, coletivos culturais, especialistas e outras mulheres catadoras envolvidas nas atividades de mobilização, chamamento público, oficinas abertas, intercâmbios, mostras e eventos comunitários, fortalecendo redes locais de colaboração e inovação.Estima-se que aproximadamente 400 pessoas sejam beneficiadas indiretamente, considerando os impactos positivos sobre os núcleos familiares das participantes, decorrentes da ampliação da renda, do fortalecimento dos empreendimentos, da autonomia econômica, da valorização dos saberes das mulheres e da melhoria de suas condições de vida.Os impactos da iniciativa, entretanto, ultrapassam esse universo. As metodologias abertas produzidas pelo projeto, a circulação dos produtos desenvolvidos, os bazares, exposições, oficinas, campanhas de comunicação, ações educativas e eventos públicos têm potencial para alcançar mais de 10 mil pessoas, sensibilizando diferentes públicos para a importância da economia circular, do consumo consciente, da valorização do trabalho das catadoras e da justiça socioambiental.Além dos resultados sociais e econômicos, o projeto contribuirá para a recuperação e transformação de resíduos que poderiam ser descartados inadequadamente, reduzindo impactos ambientais, estimulando práticas de reaproveitamento, fortalecendo redes da economia circular e demonstrando que a transição para modelos produtivos mais sustentáveis depende da valorização das pessoas que tornam essa transformação possível.","mes_proposta":7,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-07-27","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}