{"data":[{"id_proposta":88204,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"06026933000134","nm_ente_recebedor":"CENTRO DE TRIAGEM DA VILA PINTO","ed_cep":"91410-400","ed_logradouro":"AVENIDA JOAQUIM PORTO VILLANOVA","ed_numero":"143","ed_complemento":"VILA PINTO","ed_bairro":"BOM JESUS","cd_ibge_recebedor":4314902,"nm_municipio_recebedor":"PORTO ALEGRE","nm_uf_recebedor":"RIO GRANDE DO SUL","sg_uf_recebedor":"RS","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Associação Privada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"O projeto Recicla Vila Pinto – Inovação e Sustentabilidade na Circularidade tem por objeto fortalecer institucional e operacionalmente o Centro de Triagem Vila Pinto (CTVP), em Porto Alegre/RS, por meio da qualificação da gestão, modernização da infraestrutura, capacitação das catadoras e catadores, inovação dos processos produtivos e fortalecimento da comercialização de materiais recicláveis, contribuindo para a ampliação da reciclagem, da logística reversa e da economia circular.A iniciativa visa aumentar a capacidade da cooperativa de recuperar, beneficiar e comercializar resíduos recicláveis provenientes da coleta seletiva, promovendo maior produtividade, qualidade dos materiais, geração de trabalho e renda e inclusão socioprodutiva. Ao mesmo tempo, busca consolidar um modelo de gestão eficiente, participativo e sustentável, alinhado aos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos e do Programa Nacional de Incentivo à Reciclagem.O CTVP desempenha papel estratégico na gestão dos resíduos sólidos urbanos de Porto Alegre, contribuindo para a recuperação de materiais recicláveis, redução da disposição em aterros sanitários e inclusão social de catadoras e catadores. Entretanto, enfrenta desafios relacionados à gestão administrativa e financeira, limitações operacionais, necessidade de modernização da infraestrutura e insuficiência de investimentos em inovação. Esses desafios foram agravados pela enchente histórica de 2024, que comprometeu equipamentos, instalações e a capacidade de geração de renda da cooperativa.Para enfrentar esse cenário, o projeto está estruturado em cinco eixos integrados. O primeiro contempla o fortalecimento da gestão administrativa, financeira e operacional, por meio de diagnóstico organizacional, planejamento estratégico participativo, assessoria técnica especializada, implantação de ferramentas de gestão, organização de processos internos e monitoramento de indicadores de desempenho.O segundo eixo prevê a qualificação das catadoras e catadores por meio de capacitações em cooperativismo, economia circular, segurança e saúde no trabalho, educação ambiental, gestão democrática, comercialização, precificação e melhoria da qualidade dos materiais recicláveis, fortalecendo as competências necessárias para a sustentabilidade do empreendimento coletivo.O terceiro eixo compreende investimentos em infraestrutura e equipamentos destinados à melhoria da produtividade, ergonomia e eficiência operacional, incluindo esteira elevada, carrinhos para movimentação de big bags, big bags, equipamentos de proteção individual, sistemas de geração de energia solar, cisterna para aproveitamento de água da chuva, veículo elétrico para apoio às atividades e demais estruturas necessárias ao fortalecimento da operação.O quarto eixo incorpora soluções de inovação e transformação digital, com implantação de sistemas de controle da produção, rastreabilidade dos materiais, monitoramento de indicadores operacionais, geração de informações gerenciais e ferramentas que ampliem a transparência, a governança e a competitividade da cooperativa perante a cadeia da reciclagem e da logística reversa.O quinto eixo concentra-se na sustentabilidade econômica da cooperativa, por meio do fortalecimento da comercialização, assessoria especializada, apoio técnico e contábil, ampliação de parcerias institucionais e desenvolvimento de estratégias que contribuam para o aumento da renda das catadoras e catadores e para a estabilidade financeira da organização.Durante toda a execução serão desenvolvidas ações permanentes de monitoramento, avaliação, comunicação e prestação de contas, assegurando a correta aplicação dos recursos incentivados e a mensuração de indicadores sociais, econômicos e ambientais, como aumento da renda média dos cooperados, incremento da produtividade, crescimento do volume de materiais reciclados, redução dos rejeitos destinados aos aterros sanitários e fortalecimento da participação da cooperativa na cadeia da economia circular.Ao final do projeto, espera-se consolidar um Centro de Triagem mais eficiente, estruturado e sustentável, com melhores condições de trabalho, maior capacidade de recuperação e comercialização de materiais recicláveis, fortalecimento da autogestão e ampliação da inclusão socioprodutiva. O projeto contribuirá diretamente para o aumento da reciclagem, o fortalecimento da logística reversa, a redução dos impactos ambientais da disposição inadequada de resíduos e a geração de benefícios permanentes para as catadoras e catadores, para o município de Porto Alegre e para toda a cadeia da economia circular, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 1, 8, 10, 11, 12, 13 e 17).","ds_problema_proposta":"# Problemas a serem resolvidosO Centro de Triagem Vila Pinto (CTVP) exerce papel estratégico na gestão dos resíduos sólidos urbanos de Porto Alegre, atuando na recuperação, separação e comercialização de materiais recicláveis provenientes da coleta seletiva e promovendo inclusão socioprodutiva para catadoras e catadores. Apesar de sua relevância ambiental, social e econômica, a cooperativa enfrenta limitações estruturais que comprometem sua capacidade operacional, sua sustentabilidade financeira e seu potencial de contribuição para a economia circular e para a logística reversa.Um dos principais desafios é a insuficiência de investimentos em infraestrutura, equipamentos e organização produtiva. A limitação da estrutura física e operacional reduz a produtividade da triagem, aumenta o esforço físico dos trabalhadores, dificulta o armazenamento adequado dos materiais e compromete a qualidade dos recicláveis comercializados. Como consequência, materiais potencialmente recicláveis podem perder valor econômico, aumentar o índice de rejeitos ou deixar de retornar à cadeia produtiva.Outro problema relevante está relacionado à gestão administrativa, financeira e operacional da cooperativa. A ausência de ferramentas gerenciais consolidadas, indicadores de desempenho, planejamento estratégico e sistemas de monitoramento limita a capacidade de tomada de decisão, dificulta o acompanhamento dos resultados e reduz a eficiência da organização. Essa realidade compromete o desenvolvimento institucional da cooperativa e sua capacidade de estabelecer relações comerciais mais competitivas com recicladores, empresas e programas de logística reversa.A geração de renda das catadoras e catadores também representa um desafio permanente. A oscilação dos preços dos materiais recicláveis, associada às limitações operacionais e à baixa capacidade de agregação de valor aos resíduos, impacta diretamente a remuneração dos cooperados e a estabilidade econômica da organização. A vulnerabilidade socioeconômica das famílias atendidas dificulta investimentos próprios em melhorias estruturais e restringe as oportunidades de desenvolvimento coletivo.O projeto também enfrenta o desafio da necessidade permanente de qualificação técnica dos cooperados. A evolução das exigências do mercado da reciclagem, da logística reversa e das políticas públicas demanda conhecimentos relacionados à gestão cooperativista, economia circular, segurança e saúde no trabalho, educação ambiental, qualidade dos materiais, comercialização e gestão administrativa. Sem processos contínuos de capacitação, torna-se mais difícil aumentar a eficiência operacional, reduzir perdas e ampliar a competitividade da cooperativa.Outro aspecto importante refere-se à necessidade de incorporação de soluções de inovação e transformação digital. Grande parte das cooperativas brasileiras ainda possui baixa utilização de ferramentas de gestão da produção, monitoramento de indicadores, rastreabilidade dos materiais e organização de informações gerenciais. Essa limitação reduz a transparência, dificulta a comprovação dos resultados ambientais alcançados e restringe a participação em cadeias produtivas que demandam informações qualificadas para atender requisitos de governança, logística reversa e critérios ESG.Os impactos provocados pela enchente histórica de 2024 agravaram significativamente esse cenário, comprometendo instalações, equipamentos, fluxo operacional e capacidade produtiva do Centro de Triagem Vila Pinto, além de reduzir a geração de renda das famílias cooperadas. A recuperação plena da cooperativa exige investimentos estruturantes capazes de restabelecer sua capacidade operacional e ampliar sua resiliência frente a futuros desafios.Sob a perspectiva ambiental, os problemas enfrentados pela cooperativa repercutem diretamente na eficiência da gestão de resíduos sólidos urbanos. A menor capacidade de processamento e beneficiamento de materiais recicláveis reduz o volume de resíduos reinseridos na cadeia produtiva, aumentando a quantidade de materiais encaminhados para disposição final e reduzindo o potencial de recuperação de recursos naturais, de economia de energia e de mitigação das emissões de gases de efeito estufa proporcionadas pela reciclagem.Nesse contexto, o projeto busca enfrentar simultaneamente problemas estruturais, produtivos, sociais, econômicos e ambientais por meio da qualificação da gestão, modernização da infraestrutura, capacitação continuada, fortalecimento da comercialização, incorporação de tecnologias de gestão e melhoria das condições de trabalho. Essas ações permitirão ampliar a recuperação de materiais recicláveis, fortalecer a logística reversa, aumentar a renda das catadoras e catadores, reduzir desperdícios, elevar a eficiência operacional e consolidar um modelo de desenvolvimento baseado na economia circular, gerando benefícios permanentes para a cooperativa, para o município de Porto Alegre e para toda a cadeia da reciclagem.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":null,"ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":null,"situacao_proposta":"Em Elaboração","in_situacao_analise":null,"ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"datas específicas","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":null,"in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":null,"dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":null,"mes_proposta":7,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-07-24","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}