{"data":[{"id_proposta":88190,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"61402936000133","nm_ente_recebedor":"PLASCO UPCYCLE LTDA","ed_cep":"14090-285","ed_logradouro":"RUA ITAPIRA","ed_numero":"935","ed_complemento":null,"ed_bairro":"JARDIM PAULISTANO","cd_ibge_recebedor":3543402,"nm_municipio_recebedor":"RIBEIRÃO PRETO","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Sociedade Empresária Limitada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"O projeto “VIRA: Onde Resíduo Vira Oportunidade” tem por objeto o desenvolvimento e validação de tecnologia de fabricação de chapas modulares estruturais a partir de PEAD (Polietileno de Alta Densidade) reciclado pós-consumo, grau injeção, fração atualmente sem destinação de maior valor na cadeia da reciclagem brasileira. O PEAD grau injeção, utilizado em tampas, caixas plásticas e utilidades domésticas rígidas, diferencia-se do grau sopro pelo maior índice de fluidez. Ao contrário do PEAD grau sopro, ainda não possui cadeia estruturada de reciclagem, sendo frequentemente rejeitado na triagem devido à dificuldade de diferenciação em relação ao polipropileno (PP). A tecnologia constitui o ativo central do projeto e não se limita a um único produto;  é transferível a múltiplas aplicações, como painéis e componentes construtivos. Serão desenvolvidos e validados nesta proposta (i) ninhos modulares para meliponicultura de abelhas nativas sem ferrão da espécie Jataí (Tetragonisca angustula) e (ii) coletores de resíduos plásticos para instalação em escolas parceiras. Essa abordagem confere ao projeto caráter sistêmico e alto potencial de replicação, já que a tecnologia de fabricação das placas constitui o ativo central transferível.O projeto contempla o disposto no artigo 3º da Lei 14260/2021, incisos III, VI, VII e VIII, atuando em “pesquisas e estudos para subsidiar ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos”; “organização de redes de comercialização e de cadeias produtivas, e apoio a essas redes, integradas por microempresas, pequenas empresas, cooperativas e associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis”;”fortalecimento da participação dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas cadeias de reciclagem”; e “desenvolvimento de novas tecnologias para agregar valor ao trabalho de coleta de materiais reutilizáveis e recicláveis”. A proposta alinha-se ainda à Lei nº 12305/2010, à Portaria GM/MMA nº 1250/2024 e ao Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Ribeirão Preto, ao promover valorização de uma fração reciclável hoje subaproveitada e fortalecer a inclusão socioprodutiva de catadores. O projeto conta com quatro frentes integradas:Frente 1 — Estruturação da cadeia de suprimento em parceria com a Cooperagir, responsável pela coleta, triagem e fornecimento do PEAD grau injeção. O projeto prevê aquisição de equipamentos e capacitação técnica dos catadores. A Cooperagir será remunerada pelo material fornecido, gerando renda adicional aos cooperados. O material triado seguirá para reciclagem mecânica (moagem, lavagem, secagem, extrusão e peletização), e posterior fabricação das chapas. Frente 2 — Desenvolvimento e otimização do processo de fabricação de chapas estruturais, visando atender aos requisitos de resistência mecânica, isolamento térmico, durabilidade e segurança biológica. A engenharia de materiais será conduzida pela proponente, Plasco Upcycle, que também sistematizará e escalará o processo atualmente realizado em escala artesanal.  Frente 3 — Mobilização e educação ambiental em escolas parceiras com instalação de coletores, formação sobre reciclagem e economia circular. Escolas que atingirem a meta de coleta receberão um ninho de abelhas nativas, viabilizando a implantação de meliponário próprio como instrumento pedagógico permanente. A Casa Melí coordenará a articulação com escolas e ações de educação ambiental.  Frente 4 — Prototipagem, validação e lote piloto. Produção de protótipos e implantação junto a meliponicultores vinculados à ACANP (Associação dos Criadores de Abelhas Nativas do Nordeste Paulista), com validação biológica conduzida pela Casa Melí. Após testes e ajustes, procede-se à produção em escala inicial, consolidando o processo de fabricação de placas e ninhos e preparando a tecnologia para difusão junto a meliponicultores e segmentos interessados.O escopo financiado pela LIR compreende as etapas até a produção do lote piloto. Estudos de monitoramento ecológico dos ninhos serão objeto de financiamento complementar por fonte específica, não onerando os recursos desta proposta. A execução inclui três atores com papéis definidos: a Plasco (proponente) responde pela tecnologia, fabricação e gestão; a Casa Melí, pela validação biológica, ações de educação ambiental e mobilização de escolas; e a Cooperagir, pela coleta e triagem qualificada. O projeto conta ainda com apoio da ACANP como parceira na validação de campo, e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade de Ribeirão Preto, como articuladora com unidades escolares do município. Em 24 meses, o projeto prevê reciclar 12 toneladas de PEAD grau injeção, capacitar catadores, instalar coletores em escolas e produzir ninhos para meliponicultura. Concluído o financiamento, a cadeia estruturada, a cooperativa qualificada e a tecnologia validada permanecem operantes, assegurando a continuidade do impacto.","ds_problema_proposta":"O Brasil recicla menos de 4% das quase 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos que gera anualmente, segundo a ABRELPE e o SNIS. Em Ribeirão Preto, SP, a situação é ainda mais crítica: dados cadastrados no Ministério das Cidades indicam que, em 2017 (informação mais recente disponível), apenas 0,23% do lixo produzido no município foi efetivamente reciclado por ação do poder público. Este valor é, para comparação, sete vezes menor que em Sorocaba (1,81%), cidade de porte semelhante. Das cerca de 214 mil toneladas geradas naquele ano, apenas 485 foram recuperadas, principalmente papel e papelão. O plástico, especialmente suas frações de baixa reciclabilidade, está majoritariamente entre o material não recuperado.Entre as frações plásticas pós-consumo, o PEAD (Polietileno de Alta Densidade) grau injeção ocupa posição particularmente desfavorável na cadeia da reciclagem brasileira. Enquanto o PEAD grau sopro conta com cadeia consolidada (sendo reincorporado em várias aplicação em que a presença de contaminantes é tolerada), o grau injeção pós-consumo carece de destinação estruturada e de maior valor agregado. Quando recuperado, é reprocessado em aplicações de baixo valor; com frequência, porém, é rejeitado ainda na triagem.A causa técnica dessa rejeição é a dificuldade de diferenciação. O PEAD e o polipropileno (PP) apresentam aparência, tato e densidade semelhantes, e a distinção correta exige conhecimento técnico que a maioria dos catadores não teve oportunidade de adquirir. A situação agrava-se porque diversos artefatos são compostos: uma tampa de bebida frequentemente combina carcaça de uma resina com vedante interno de outra, de modo que a rotulagem do produto não determina, isoladamente, a composição do material recolhido. A consequência é a contaminação cruzada de lotes, que inviabiliza a reciclagem mecânica de qualidade e deprecia o valor do material triado.Soma-se a isso o desconhecimento da população. O descarte doméstico não distingue resinas, e a comunidade escolar — potencial agente de coleta qualificada — não recebe formação sobre tipos de plástico, reuso e economia circular. Não há, portanto, nem oferta qualificada na origem, nem demanda estruturada no destino.Esse conjunto configura o problema que o projeto endereça: existe um volume relevante de PEAD grau injeção circulando em tampas, caixas plásticas e utilidades domésticas rígidas, para o qual faltam simultaneamente (i) capacidade técnica de triagem, (ii) conscientização da população na origem, e (iii) uma aplicação industrial que remunere adequadamente o material e justifique economicamente sua recuperação.No campo da meliponicultura, verifica-se lacuna correlata. As abelhas nativas sem ferrão, como a Jataí (Tetragonisca angustula), são polinizadoras essenciais à biodiversidade e à produção agrícola. O setor, contudo, enfrenta escassez de infraestrutura produtiva padronizada, durável e de custo acessível, dependendo de ninhos produzidos em madeira ou materiais de baixa durabilidade. Ao mesmo tempo, a meliponicultura urbana vem ganhando relevância como prática de aproximação entre comunidade e biodiversidade nativa. Por não possuírem ferrão funcional, espécies como a Jataí permitem manejo seguro por crianças em escolas, criando um espaço pedagógico raro: a observação direta de uma colônia viva, sua função polinizadora e sua relação com o ecossistema local. Esse potencial didático ganha ainda mais importância no cenário brasileiro, já que o país carece de instrumentos legais que imponham obrigatoriedade ampla de separação e reciclagem de resíduos, dependendo de mecanismos de incentivo e da sensibilização voluntária da população para alterar hábitos de descarte. Nesse contexto, colmeias vivas no ambiente escolar funcionam como estímulo concreto à separação de materiais recicláveis, associando a meta de coleta (a doação da colmeia) a uma experiência formativa contínua sobre conservação da biodiversidade.Paralelamente, os catadores organizados em cooperativas prestam serviço ambiental essencial sob baixa remuneração e com participação restrita nas cadeias produtivas que abastecem. A ausência de relação direta com indústrias transformadoras limita renda e autonomia desses empreendimentos.O projeto atua sobre esses três eixos de forma articulada: capacita catadores da Cooperagir na identificação e triagem de resinas, equipando a cooperativa para operar; sensibiliza a comunidade escolar por meio de campanhas de coleta e formação em educação ambiental; e cria a aplicação industrial que confere destinação de valor ao PEAD grau injeção, remunerando a cooperativa acima do praticado no mercado e entregando à meliponicultura uma infraestrutura produtiva inexistente até hoje.Ao desenvolver uma tecnologia de fabricação com plástico reciclado, o projeto cria um ativo tecnológico transferível, com potencial de uso em outras estruturas e segmentos produtivos, ampliando o impacto sobre a cadeia da reciclagem para além de um único produto.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"A Lei nº 14.260/2021 (Lei de Incentivo à Reciclagem — LIR), regulamentada pelo Decreto nº 12.106/2024 e pela Portaria GM/MMA nº 1.250/2024, orienta-se pelas diretrizes de fortalecimento da cadeia produtiva da reciclagem, valorização e inclusão socioprodutiva de catadores, desenvolvimento de novas tecnologias, promoção da economia circular e ampliação da recuperação de materiais recicláveis. A Portaria GM/MMA nº 1.250/2024 define no Anexo I as Metas-Padrão às quais as propostas devem aderir. O presente projeto estrutura-se em torno de seis dessas metas — I, III, V, VI, VII e VIII —, tendo como núcleo a Meta VIII (Desenvolvimento de Novas Tecnologias), à qual as demais dão suporte. O presente projeto alinha-se a cada uma dessas diretrizes de forma direta e demonstrável, e a aderência a cada uma é detalhada a seguir.Meta I — Capacitação, Formação e Assessoria Técnica. A capacitação tem escopo técnico definido. Junto aos catadores da Cooperagir, abrange a identificação e diferenciação de resinas poliméricas, com ênfase na distinção entre PEAD e PP, reconhecimento de artefatos compostos, procedimentos de triagem, limpeza, prensagem e armazenamento. Junto à comunidade escolar, as ações de educação ambiental, conduzidas pela Casa Melí, tratam de tipos de plástico, reuso e economia circular, ampliando a conscientização e a adesão da população à coleta seletiva qualificada. Complementarmente, a capacitação de meliponicultores da ACANP no uso dos ninhos fortalece competências em toda a cadeia, da coleta e triagem à operação do produto final, ampliando o impacto sistêmico e a sustentabilidade do projeto após o término do financiamento.Meta III — Pesquisas e Estudos. A validação técnica das chapas de PEAD reciclado para uso estrutural — ensaios de resistência mecânica, durabilidade, isolamento térmico e segurança biológica para as colônias — constitui pesquisa aplicada com potencial de publicação e transferência tecnológica. Integra também a pesquisa de mercado que fundamenta o preço pago à cooperativa pelo material.Meta V — Equipamentos e de Veículos. A aquisição de equipamentos para a Cooperagir e para a linha de fabricação das chapas é condição da viabilidade produtiva do projeto e da geração de resultados mensuráveis e auditáveis.Meta VI — Redes de Comercialização e de Cadeias Produtivas. O projeto estrutura uma cadeia produtiva inédita para o PEAD grau injeção pós-consumo, articulando coleta e triagem qualificada pela cooperativa, reciclagem mecânica com peletização, fabricação das chapas e colocação dos produtos finais junto a meliponicultores e instituições de ensino. A cadeia é o resultado, não um subproduto.Meta VII — Fortalecimento da Participação dos Catadores. A Cooperagir integra o projeto como agente estrutural, não como fornecedora periférica. A aquisição de equipamentos, a capacitação técnica continuada e a remuneração do material acima do praticado no mercado resultam em elevação de renda e no fortalecimento da cooperativa como agente ativo da cadeia circular, com participação nos processos de decisão do empreendimento.Meta VIII — Desenvolvimento de Novas Tecnologias. Núcleo do projeto, consiste no desenvolvimento de uma tecnologia de fabricação de chapas modulares estruturais a partir de pellets de PEAD reciclado grau injeção pós-consumo — fração que hoje carece de aplicação de valor agregado consolidada. A tecnologia é escalável e transferível, com duas aplicações validadas nesta proposta (ninhos de abelhas nativas e coletores de resíduos plásticos) e potencial de extensão a outros produtos estruturais.Ao articular inovação tecnológica, inclusão socioprodutiva, educação ambiental e estruturação de cadeia produtiva em torno de uma fração hoje desvalorizada, o projeto responde de forma integrada às diretrizes da LIR, com resultados mensuráveis nas dimensões tecnológica, ambiental, educacional e social, e com potencial de impacto continuado para além do período de execução.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"A Lei de Incentivo à Reciclagem tem interesse em financiar iniciativas que ampliem concretamente a recuperação de materiais recicláveis, gerem inovação tecnológica com potencial de escala, promovam a inclusão produtiva de catadores e produzam resultados replicáveis e mensuráveis. O presente projeto atende a esses critérios de forma integrada, e a razão pela qual necessita do incentivo é precisa: o PEAD grau injeção pós-consumo permanece sem destinação de valor porque lhe faltam, ao mesmo tempo, oferta qualificada e demanda estruturada. Um lado não se resolve sem o outro — cooperativas não investem em triar um material sem comprador a preço justo, e indústrias não desenvolvem aplicações para um material que não chega triado com qualidade. É esse impasse que um instrumento de incentivo pode romper, e é o que o projeto se propõe a fazer. Interesses do programa:— Ampliar a recuperação de uma fração plástica que hoje escapa da cadeia por falha de triagem e ausência de aplicação remuneradora;— Fomentar o desenvolvimento de tecnologia inédita, escalável e transferível, com aplicações já demonstradas e potencial de replicação nacional;— Fortalecer a Cooperagir como agente econômico qualificado da cadeia circular, com equipamento, formação técnica e renda ampliada;— Ampliar a conscientização ambiental junto à comunidade escolar, formando agentes de coleta qualificada e multiplicadores de conhecimento sobre economia circular;— Obter resultados mensuráveis por real investido, com indicadores de volume recuperado, pessoas capacitadas, pessoas sensibilizadas e renda gerada.— Financiar iniciativas que demonstrem, em escala piloto, a viabilidade técnica e econômica de soluções inovadoras, abrindo caminho para investimento privado nas fases seguintes.Interesses do incentivador:— Direcionar imposto devido a um projeto de impacto socioambiental concreto e mensurável, com dedução fiscal nos termos da LIR;— Associar sua marca a uma iniciativa de inovação tecnológica, inclusão de catadores e biodiversidade, com resultados verificáveis e comunicáveis;— Integrar metas ESG a um projeto de economia circular com narrativa distintiva e rastreável. Interesses dos executores:A proposta é apresentada pela Plasco, proponente, e executada em conjunto com a Casa Melí e a Cooperagir, cada qual com interesse próprio na parceria:— Plasco: viabilizar o desenvolvimento e a validação de uma tecnologia cujo custo de prototipagem e produção piloto não é suportável integralmente pelo setor privado em estágio inicial, e estruturar uma cadeia de suprimento confiável, rastreável e de preço justo — condição para validar as duas primeiras aplicações e estender a tecnologia a outras estruturas e segmentos;— Casa Melí: validar biologicamente os ninhos e conduzir as ações de educação ambiental, gerando conhecimento aplicado em meliponicultura — atividade alinhada ao seu objeto de pesquisa e desenvolvimento e que consolida sua atuação em inovação com abelhas nativas;— Cooperagir: obter equipamento, qualificação técnica e um canal de comercialização estável e de preço justo, com ganho de renda e autonomia para os catadores associados — interesse que se alinha ao do projeto em estruturar uma oferta qualificada e confiável.A reciprocidade é, portanto, estrutural e não meramente circunstancial. O programa necessita de projetos que inaugurem cadeias onde elas não existem, incluam catadores como protagonistas e produzam impacto verificável; os executores necessitam do incentivo para transpor a barreira que impede o mercado de resolver o problema sozinho; e o incentivador encontra destino de alto impacto e rastreável para o imposto devido. Beneficia-se também o poder público municipal, que vê fortalecida sua política de resíduos sólidos e ampliada a coleta qualificada em escolas, em aderência à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ao final do período de execução, a cadeia estruturada, a cooperativa qualificada e a tecnologia validada permanecem operantes — o impacto continua sendo gerado depois que o financiamento cessa.","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-07-30T09:27:16.689999","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"Por se tratar de um projeto de desenvolvimento e validação tecnológica em escala piloto, o público-alvo direto é dimensionado para a fase de estruturação da cadeia e prova de conceito, enquanto o alcance indireto — viabilizado pela tecnologia transferível e pela cadeia produtiva inaugurada — se estende amplamente para além do território de execução. Todos os beneficiários diretos localizam-se na região de Ribeirão Preto/SP.BENEFICIÁRIOS DIRETOS1. Catadores de materiais recicláveis da CooperagirInicialmente ao menos 17 catadores cooperados, que constituem o público prioritário do projeto nos termos do art. 6º da Portaria GM/MMA nº 1.250/2024. Serão beneficiados por: capacitação técnica continuada em identificação e diferenciação de resinas poliméricas, com ênfase na distinção entre PEAD e PP e no reconhecimento de artefatos compostos; formação em procedimentos de triagem, limpeza, prensagem e armazenamento; aquisição de equipamentos para a cooperativa, ampliando capacidade operacional e produtividade; e remuneração do material fornecido acima do preço praticado no mercado regional, com impacto direto sobre a renda média por posto de trabalho. 2. Comunidade escolarEstudantes, professores e equipes gestoras de 10 escolas parceiras, alcançando aproximadamente 1.000 pessoas. Serão beneficiados por: instalação de coletores de PEAD fabricados com as chapas modulares do projeto, dotados de face frontal em acrílico que torna visível o material acumulado e cumpre função pedagógica; ações de formação em tipos de plástico, reuso, coleta seletiva qualificada e economia circular; e, para as escolas que atingirem a meta de coleta estabelecida, doação de um ninho de abelhas nativas sem ferrão, viabilizando a implantação de meliponário escolar como instrumento pedagógico permanente e ponto de contato com a sociobiodiversidade brasileira.3. Meliponicultores vinculados à ACANPPelo menos 10 meliponicultores participarão da validação em campo dos ninhos modulares, recebendo as unidades produzidas, acompanhamento técnico durante o período de testes e formação sobre manejo com a nova tecnologia. Ao final do projeto, dispõem de infraestrutura produtiva padronizada, durável e de custo acessível, hoje inexistente no mercado.BENEFICIÁRIOS INDIRETOSFamílias dos catadores cooperados (aproximadamente 17 famílias, estimadas em cerca de 60 pessoas), beneficiadas pela elevação da renda familiar e pela formalização da atividade produtiva.Famílias dos estudantes participantes, alcançadas pela difusão domiciliar das práticas de separação e descarte qualificado — efeito multiplicador característico de ações de educação ambiental em ambiente escolar.População do município de Ribeirão Preto, cerca de 700 mil habitantes, beneficiada pela redução do volume de PEAD grau injeção destinado a aterro sanitário ou disposto inadequadamente no meio ambiente, e pela ampliação da adesão à coleta seletiva. Nesse aspecto, o projeto contribui para o cumprimento das metas do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Ribeirão Preto, do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares) e da Política Nacional de Resíduos Sólidos.Setor da meliponicultura em âmbito regional e nacional, beneficiado pela disponibilização de tecnologia de ninho validada, replicável e de origem sustentável, com potencial de difusão para além do território de execução do projeto.Cadeia da reciclagem de plásticos em âmbito nacional, beneficiada pela demonstração de viabilidade técnica e econômica de aplicação estruturada para o PEAD grau injeção pós-consumo — fração até então sem destinação de valor agregado —, abrindo precedente replicável por outras cooperativas e indústrias transformadoras.","mes_proposta":7,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-07-23","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}