{"data":[{"id_proposta":83886,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"43996912000178","nm_ente_recebedor":"ENGEFLEX - PLASTIC INDUSTRIA E COMERCIO LTDA","ed_cep":"18075-630","ed_logradouro":"RUA PAES DE LINHARES","ed_numero":"1500","ed_complemento":null,"ed_bairro":"VILA FIORI","cd_ibge_recebedor":3552205,"nm_municipio_recebedor":"SOROCABA","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Sociedade Empresária Limitada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"Ampliação da capacidade de beneficiamento e reciclagem de resíduos plásticos pós-consumo, por meio da aquisição de equipamentos, da qualificação técnica e da organização de redes de fornecimento e de comercialização de material reciclado, com inclusão de cooperativas e empreendimentos de catadores na cadeia produtiva da reciclagem.","ds_problema_proposta":"Baixa recuperação de PEAD e PP pós-consumo na escala regionalSorocaba gera cerca de 19.000 t/mês de resíduos sólidos urbanos, com aproximadamente 3.500 t/mês de recicláveis secos, índice de reciclagem efetiva inferior a 2% e apenas cerca de 300 t/mês efetivamente triadas. Estima-se geração de PEAD entre 190 e 240 t/mês e de PP entre 160 e 210 t/mês; na Região Metropolitana (27 municípios), a geração conjunta de PEAD e PP fica entre 900 e 1.200 t/mês. A oferta regional supera com folga a meta do projeto (100 t/mês), o que mitiga o risco de desabastecimento.Operação atual da ENGEFLEX e o salto de capacidade do projetoHoje a ENGEFLEX apenas transforma: compra cerca de 10 t/mês de PCR pronto (flake e granulado) e o converte em conduítes e dutos por extrusão e injeção, sem realizar triagem, moagem, lavagem, floculação ou secagem. O projeto internaliza essa cadeia anterior e eleva a entrada de resíduo pós-consumo à meta de regime pleno de 100 t/mês, sendo 30% de cooperativas e 70% de operadores privados de triagem e sucateiros.Gargalo de qualidade do material reciclado pós-consumoA indústria transformadora exige regularidade e especificação técnica de PCR (resina, cor, densidade, índice de fluidez, umidade, contaminantes e rastreabilidade). Sem controle de qualidade, o material fica restrito a usos de baixo valor. O projeto implanta procedimentos e equipamentos de controle de qualidade por lote, com meta de aproveitamento de 85% e taxa de rejeito de 15%.Reorganização do fornecimento: cooperativas, sucateiros e o novo modelo da ENGEFLEXO projeto reorganiza a relação da ENGEFLEX com a origem do resíduo. A tabela distingue o papel atual de cada agente do papel previsto no projeto.No novo modelo, o processo interno da ENGEFLEX passa a ser: triagem do plástico, moagem, lavagem, floculação e separação por densidade entre PEAD e PP, secagem do flake e, na sequência, linha de cascata para produção do granulado. O material que hoje é comprado pronto passa a ser produzido na própria unidade.Perda ambiental associada ao envio de plásticos a aterrosO envio de PEAD e PP pós-consumo a aterros representa perda de recursos materiais e aumento da pressão sobre áreas de disposição final. A Política Nacional de Resíduos Sólidos define como prioridade a reciclagem antes da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Com a operação em regime pleno de 100 toneladas/mês, o projeto evita que volume relevante de PEAD e PP seja destinado a aterros ou comercializado em rotas de baixo aproveitamento. Ao longo dos 24 meses, considerando a curva de ramp-up detalhada na Seção 5, estima-se desviar 1.020 toneladas de aterro (resíduo beneficiado e efetivamente comercializado como PCR), com 180 toneladas de rejeito encaminhadas a destino final adequado.Em termos de emissões, estima-se redução de aproximadamente 1.494 tCO₂e por ano em regime pleno, pela substituição de resina virgem por PCR, com volume acumulado equivalente no período do projeto. A memória de cálculo aplica fatores de emissão cradle-to-gate de resinas virgens (1,93 tCO₂e/t para PEAD e 1,95 tCO₂e/t para PP) subtraídos das emissões do processo de reciclagem mecânica (0,45 tCO₂e/t para PEAD e 0,50 tCO₂e/t para PP), sobre o volume de PCR comercializado. A memória de cálculo detalhada será consolidada em anexo técnico e poderá ser refinada conforme laudo específico da operação da ENGEFLEX.Tratamento de efluentes por equipamento modularA reciclagem mecânica com lavagem por fricção, floculação e decantação gera efluentes com sólidos, sujeiras, rótulos, matéria orgânica residual e partículas plásticas. O projeto prevê estação de tratamento de efluentes (ETE) dimensionada para a capacidade da linha. A ETE é adquirida e instalada como equipamento modular, classificada como equipamento e não como obra civil. O sistema é dimensionado para vazão de água de lavagem estimada em 12 m³/dia, taxa de recirculação de 85% e volume de efluente tratado de 54 m³/mês, com destinação do lodo desidratado a aterro industrial licenciado e parâmetros de controle conforme exigência do órgão ambiental.Rastreabilidade e comprovação de resultadosA comercialização de PCR para a indústria exige rastreabilidade de origem, tipo de resina, cor, lote, teor de contaminantes e regularidade. Para o projeto LIR, a rastreabilidade também sustenta a comprovação dos indicadores: toneladas recebidas, processadas, comercializadas, perdas, rejeitos e renda gerada. Será implantado registro mensal padronizado por tipo de resina, fornecedor, peso recebido, peso processado, perda, rejeito, PCR produzido e comprador, com integração à balança rodoviária industrial adquirida na Meta 02.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"O projeto apresenta aderência direta à Lei de Incentivo à Reciclagem: amplia a capacidade de beneficiamento e transformação de resíduos sólidos recicláveis, fortalece a cadeia produtiva da reciclagem, gera material reciclado pós-consumo com aplicação industrial e integra cooperativas, operadores privados de triagem, sucateiros e indústrias transformadoras.Capacitação, formação e assessoria técnica:Capacitação de colaboradores em operação, manutenção, segurança, controle de qualidade e gestão ambiental da linha, com orientação técnica às cooperativas fornecedoras sobre separação por tipo de resina, retirada de contaminantes, prensagem, armazenamento e documentação de venda.Implantação de infraestrutura modular e aquisição de equipamentos:Aquisição da linha industrial de reciclagem mecânica de PEAD e PP e dos equipamentos complementares de beneficiamento, movimentação e controle de qualidade. A ETE integra a infraestrutura ambiental como equipamento modular vinculado à lavagem. Não há obra civil.Participação em cadeias de economia circular:O projeto transforma resíduo plástico pós-consumo em PCR para retorno à indústria, fazendo PEAD e PP deixarem de ser rejeito ou material de baixo valor para substituir parcialmente resinas virgens.Organização de redes de comercialização e cadeias produtivas:A proposta integra cooperativas, operadores privados de triagem, sucateiros, o reciclador industrial e os compradores de PCR, estruturando rede de fornecimento na origem e rede de comercialização do material reciclado para transformadores intermediários.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"Interesse público:Redução da destinação de plásticos recicláveis a aterros, ampliação da oferta regional de PCR, geração de empregos verdes e fortalecimento da cadeia da reciclagem, em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.Interesse ambiental:Recuperação de PEAD e PP, redução da demanda por resina virgem, diminuição do volume de resíduos enviados a aterros e tratamento adequado dos efluentes da lavagem por ETE modular.Interesse social:Ampliação do vínculo com cooperativas e possibilidade de aumento de renda e estabilidade para trabalhadores da reciclagem. Os indicadores sociais serão consolidados a partir do número de cooperativas parceiras, número de cooperados, volume comprado e preço pago por tonelada.Interesse produtivo:Criação de fonte regional de PCR com regularidade e especificação técnica, permitindo às indústrias transformadoras intermediárias acessar material reciclado local e ampliar o conteúdo reciclado em seus produtos.","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-06-19T14:45:23.452999","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"Trabalhadores da operação industrial: Trabalhadores da unidade de reciclagem, com ampliação prevista de 7 para 14 colaboradores diretos, capacitados em operação de equipamentos, segurança ocupacional, controle de qualidade, gestão ambiental, rastreabilidade e manutenção básica da linha.Cooperativas de reciclagem parceiras: CORESO (48 cooperados) e COOPERESO entram como fornecedoras novas, realizando triagem do resíduo que a ENGEFLEX passa a moer, lavar, flocular e secar. A COBEPO (30 cooperados) permanece como referência da cadeia atual de reciclagem primária, agora em relação de concorrência. O beneficiário direto inicial é o quadro da CORESO, com ampliação prevista para a rede regional de 13 cooperativas e cerca de 424 cooperados,Operadores privados de triagem, sucateiros e grandes geradores: Operadores privados de triagem e sucateiros compõem a maior parcela do fornecimento-alvo (70%). Grandes geradores de resíduos plásticos da região passam a contar com destinação qualificada do material para reciclagem mecânica local.As duas carteiras comerciais da ENGEFLEX: É necessário distinguir, sem misturar, duas carteiras comerciais distintas: a carteira atual da operação de transformação e a carteira-alvo do projeto de reciclagem primária. A carteira atual de mais de 550 clientes é patrimônio comercial da ENGEFLEX como transformadora de conduítes e compõe o histórico do proponente. Ela não se confunde com o mercado-alvo do PCR, que é formado por indústrias que compram flake e granulado para reprocessar. A comprovação documental da base de 550 clientes deve anteceder a submissão.Beneficiários indiretos: Comunidades urbanas de Sorocaba e região, municípios do entorno, aterros sanitários, consumidores finais de produtos com conteúdo reciclado e o meio ambiente, pela redução de resíduos destinados à disposição final e pela substituição parcial de resina virgem por PCR.Mercado-alvo do PCR: indústrias transformadoras intermediárias:  O mercado-alvo do PCR produzido pelo projeto não é o consumidor final de peças plásticas, mas a indústria transformadora intermediária que compra flake e granulado como matéria-prima. Consumidores finais de componentes plásticos (montadoras e fabricantes de bens acabados) não compram granulado e por isso não integram esta carteira. A tabela a seguir organiza o mercado-alvo por segmento de transformação.Plano de trabalho com as cooperativas:  As cooperativas estão no centro da cadeia de fornecimento do projeto. A CORESO e a COOPERESO, que hoje realizam apenas a triagem, passam a fornecer material de forma regular para a ENGEFLEX, que executa internamente a moagem, lavagem, floculação e secagem. Mais do que comprar resíduo, o projeto estrutura uma relação de longo prazo que aumenta a qualidade do material, a renda dos cooperados e a previsibilidade da comercialização.","mes_proposta":6,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-06-09","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"},{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}