{"data":[{"id_proposta":723,"id_programa":7,"cnpj_ente_recebedor":"48086598000290","nm_ente_recebedor":"COOPERATIVA DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DE GESTAO E VALORIZACAO DE RESIDUOS - COOPERCICLO","ed_cep":"95330-000","ed_logradouro":"RODOVIA BR 470, KM 104","ed_numero":"50","ed_complemento":null,"ed_bairro":"MONTE BERICO","cd_ibge_recebedor":4322806,"nm_municipio_recebedor":"VERANÓPOLIS","nm_uf_recebedor":"RIO GRANDE DO SUL","sg_uf_recebedor":"RS","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Cooperativa","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":2,"nm_unidade_gestora":"Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental","ds_objeto":"Num cenário de emergência climática, a Cooperativa de Trabalho Dos Profissionais de Gestão E Valorização De Resíduos – COOPERCICLO, apresenta o presente projeto de Educação Ambiental Permanente com soluções integradas e consistentes alinhadas às práticas ESG, orientadas pelas metas da Agenda 2030 da ONU, a partir do protagonismo de atores engajados a movimentos que gerem real impacto já no curto prazo. Neste sentido, para buscar soluções ao problema de falta ou precária educação ambiental, a proposta de trabalho parte de uma perspectiva transdisciplinar, com uma equipe multidisciplinar e comprometida com o ecossistema, em ambiência de constante interação entre teoria e prática, que unifica e valoriza o conhecimento acadêmico com a expertise de empreendimentos do mercado de reciclagem por profissionais atuantes nestas áreas, em especial no que se relaciona à busca pela inserção de novos e permanentes padrões de consumo. A inserção de novos padrões de consumo com consumidores eco conscientes, se faz necessária para um processo de aceleração para alcançar escala industrial na reciclagem, por defender-se que ações de recuperação ambiental devam ter, no mínimo, a mesma velocidade a qual estamos degradando o meio ambiente com uso inadequado de recursos naturais com a geração de externalidades negativas desde a primeira Revolução Industrial (SANTOS, 2000).A recente catástrofe climática ocorrida no estado do Rio Grande do Sul, sendo o município de Veranópolis (RS) um dos lugares mais afetados pelos deslizamentos e assoreamento do rio das Antas, trouxe para o centro do debate o problema do processamento de RSU. Seu manejo e destino adequados são essenciais para minimizar a quantidade de resíduos destinados aos aterros sanitários, aterros controlados, lixões a céu aberto, ruas e avenidas, terrenos baldios e sistemas de escoamento pluvial, além de contribuir para a redução de extração desordenada dos nossos recursos naturais, diminuindo o passivo ambiental.A expertise de cooperados da Cooperciclo na área educacional e de gestão de RSU, permite afirmar que o passo número um deste processo de recuperação ambiental é o conhecimento dos sujeitos tanto da cadeia de degradação como a de cuidado com o meio ambiente. E isto se dá porque a Cooperciclo já nasceu como uma organização com o intuito de apresentar soluções integradas e consistentes com base nos pilares da sustentabilidade, foi projetada e planejada para atuar de forma inovadora com inserções no mercado de gestão ambiental, desenvolvimento de programas sustentáveis e inclusão social. A Cooperciclo é uma cooperativa voltada a projetos inovadores e sustentáveis que buscam conectar os setores da sociedade com o objetivo de apresentar soluções reais e plenamente aplicáveis.Dito isto, se pode depreender que um plano de educação ambiental contínuo com um olhar para todos os sujeitos impactados se justifica pela necessidade de reverter esta cultura de descaso com o meio ambiente. Entretanto, entre o grupo de sujeitos impactados, se  tem  presente que são as crianças e os jovens o público com maior alcance no que diz respeito a um processo de (re)educação, tanto no seio familiar como na comunidade como um todo, por isso se pretende organizar uma intervenção em ambiência de ensino em todos os níveis educacionais, no sentido de, em termos amplos,  trazer consciência a estes sujeitos, transformando-os em atores responsáveis pelas condições de habitabilidade do planeta e, em nível de cotidianidade, se pretende gerar incentivos à  redução da geração de resíduos, reutilização, reciclagem e o descarte adequado destes,  transformando-os em cuidadores permanentes do meio ambiente. Com isso a Cooperciclo abrange principalmente a 4ª ODS em seu objetivo 4.7 “até 2030, garantir que todos os alunos adquiram conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável [...]’’ (NAÇÕES UNIDAS BRASIL).Neste sentido, a problemática apresentada para este projeto parte da seguinte questão: é possível reverter o ciclo perverso de descaso ambiental a partir de educação ambiental permanente e transformar indivíduos em cuidadores do meio ambiente?A partir da problemática apresentada foi estabelecido o seguinte objetivo geral do projeto: contribuir para a inserção de uma cultura de cuidado com o meio ambiente. Para alcançar o objetivo geral, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: 1. Levar o conhecimento ao público específico sobre a tipologia de embalagens com se sem reaproveitamento bem como práticas para o entendimento do sistema complexo de manejo dos resíduos sólidos urbanos, seus custos econômicos, ambientais e sociais; b. contribuir para a introdução de novos hábitos na comunidade no descarte de seus resíduos; c. reduzir o encaminhamento de materiais para aterro sanitário e e. reduzir os custos do sistema de manejo dos resíduos.","ds_problema_proposta":"Os problemas a serem resolvidos foram divididos de acordo com os pilares da Sustentabilidade: econômico, social e ambiental, uma vez que estão diretamente relacionados aos eixos direcionadores que significam um empreendimento cooperativo do ramo trabalho, produção de bens e serviços, no caso, uma Cooperativa de Triagem de resíduos sólidos urbanos que está atuando desde maio de 2023 e já alcançou índices de reciclabilidade que indicam eficiência de gestão e, se colocam, portanto, como indicadores contundentes ao alcance de soluções aos problemas detectados nas dimensões, conforme segue: 1. Dimensão socioeconômica: a. aumento da renda dos cooperados da usina de triagem, pelo efeito de melhoria da qualidade e quantidade do resíduo passível de reuso e reciclagem descartado para a coleta seletiva pela comunidade;b. redução dos gastos públicos com a destinação de resíduos aos aterros sanitários, tendo por base os dados cedidos pelas prefeituras, se sabe que em média o custo do transporte dos resíduos até o aterro sanitário é de aproximadamente R$ 60,00 a tonelada; c. geração de incentivos para um consumo mais consciente; d. atração de investimentos voltados a economia circular e economia verde;e. baixa visibilidade e reconhecimento o ramo trabalho, prestação de bens serviços do cooperativismo, em especial na área da reciclagem.2. Dimensão social: a. contribuição com a ruptura do ciclo perverso de pobreza a que catadoras e catadores em geral ainda estão sujeitos; b. (re)significação do trabalho pela percepção da participação na cadeia do bem: de catadoras e catadores para com um novo posicionamento de protagonistas sendo agentes de recuperação ambiental reconhecidos; c. desenvolvimento de cidadania às gerações Alpha e Z d. introdução de novos padrões genéticos por meio de novas bases comportamentais, explicado pela Epigenética.3. Dimensão ambiental: a. redução do passivo ambiental dos municípios com a diminuição de encaminhamento para aterro sanitários, aterros controlados e lixões a céu aberto;b. participação dos municípios na redução da pegada de carbono;c. geração de créditos de reciclagem e carbono para os municípios; d. redução da extração de materiais primas da natureza;d. integração das comunidades trazendo o conhecimento amplo do conceito e do modelo cooperativista de negócio sustentável e equitativo.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"Tendo presente o que dispõe a Política Nacional de Educação Ambiental, Lei 9795/1999 de abril de 1999, e em atendimento à própria agenda 2030, a Cooperciclo se apresenta em condições para contribuir ao alcance dos objetivos e diretrizes da Lei nº 14.260 regulamentada pela Portaria GM/MMA nº1.250 ao se colocar como agente de transformação em projeto de Educação Ambiental permanente junto a instituições de ensino, comunidade e entes públicos, para que consigam introduzir práticas que visem acelerar o processo de conscientização ambiental, com resultados mensuráveis  já em curto e médio prazo. A partir da leitura atenta dos documentos acima mencionados se tem presente que o instrumento legal está voltado à necessidade de reverter quadros perversos de degradação ambiental e isto se faz num cenário de emergência ambiental, ou seja: não existe mais espaço para práticas como as que vem sendo adotadas, ultrapassamos, em termos de sociedade, qualquer possibilidade de habitabilidade nos padrões de consumo e descarte de resíduos atuais. Emerge, portanto, um elemento de aceleração, que, se dá pela união entre a linguagem da preservação e recuperação ambiental com a linguagem do cooperativismo. Linguagem esta que se materializa como um jeito de ‘fazer negócios’ totalmente alinhado com o compromisso global de Desenvolvimento Sustentável que é reconhecido pela segunda vez pela ONU: em 2012 com o slogan  “Cooperativas constroem um mundo melhor” e agora para 2025 com resolução  aprovada por unanimidade e, com ela, o cooperativismo terá ainda mais visibilidade para ser reconhecido como o caminho para a distribuição de renda, geração de empregos e aumento da prosperidade de pessoas no mundo todo (SOMOS COOP). Neste sentido, a prática cooperativista reconhecida duas vezes pela ONU comunga com os objetivos da LIR, uma vez que o modelo cooperativo é uma solução essencial para superar muitos desafios globais e desempenha um papel importante para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.É justamente este o ponto que capacita a Cooperciclo como promotora deste Projeto de Educação Permanente. A Cooperciclo, por ser uma cooperativa de trabalho dos profissionais de gestão e valorização de resíduos, comprometida com o tripé da sustentabilidade em consonância com nossa missão institucional, qual seja: transformar a maneira como lidamos com os resíduos, redefinindo-os como recursos valiosos.O cooperativismo tem se destacado como um aliado na promoção de práticas empresariais sustentáveis que abrangem seus pilares econômico, social e ambiental. A abordagem prática deste processo é assumida, mais recentemente, pela sigla ESG (Environmental, Social and Governance), que vem ganhando destaque como um meio de avaliar o desempenho das empresas com base em critérios ambientais, sociais e de governança. Esses critérios se alinham perfeitamente aos valores cooperativistas, que têm a cooperação, a equidade, a ética, o compromisso e a responsabilidade como basilares.O cooperativismo e o conjunto de práticas e políticas ESG estão entrelaçados por um futuro mais justo, equitativo e responsável. Por meio de suas práticas colaborativas, ênfase na inclusão e compromisso com valores éticos, as cooperativas são exemplos reais de como o setor empresarial pode ser um agente positivo de mudança. Unindo-se em torno dos princípios cooperativistas, as cooperativas estão construindo um mundo em que os negócios prosperam em harmonia com as pessoas e o planeta. Ou seja: não se trata de uma visão utópica e, sim, pautada num sistema de geração de trabalho e renda para a recuperação ambiental que comunga com os principais objetivos da LIR, quais sejam: a. incentivar a reutilização, o tratamento e a reciclagem de resíduos sólidos no Brasil; b. promover o desenvolvimento econômico e social; c. fortalecer cooperativas e associações de catadores; d. reduzir o impacto ambiental; e. impulsionar a economia circular e f. gerar empregos na indústria da reciclagem. Interlocuções que são apresentadas na caracterização dos interesses recíprocos.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"É de interesse do presente projeto ações interconectadas aos seguintes pontos de ataque da Lei de Incentivo à reciclagem: a. impulsionar a economia circular pelo aumento da reciclabilidade com resíduos gerados pelo município de Veranópolis (RS) chegando aos índices indicados pela PLANARES; b. redução do passivo ambiental com impacto imediato na reversão da prática de envio dos resíduos passiveis de reciclabilidade aos aterros sanitários; c. promover o desenvolvimento econômico e social, contribuindo de forma efetiva ao quadro de emergência climática via melhores condições de saneamento básico:  garantindo  a qualidade de vida da população, com a promoção de saúde pública, proteção ao meio ambiente e preservação dos recursos naturais; d. redução de quadros perversos de pobreza e até de vulnerabilidade nutricional o que se dará com o aumento de renda dos cooperados pela melhoria na qualidade e quantidade dos resíduos triados além de um impacto intangível pelo reconhecimento da sociedade de uma categoria de trabalhadores ainda invisibilizada, o que deverá fortalecer tanto a imagem da cooperativa como garantir mais qualidade de vida aos cooperados; e. Incentivar a reutilização, o tratamento e a reciclagem de resíduos sólidos no Brasil com a  introdução de novos padrões de consumo que vão na contra maré de hábitos relacionados a prática capitalista de obsolescência programada.","situacao_proposta":"Em Elaboração","in_situacao_analise":null,"ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"dias","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":null,"in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":null,"dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":355000.0,"ds_publico_alvo_proposta":"1º grupo - Ente público municipalEm linhas gerais a gestão pública, em especial a municipal, acaba funcionado como uma espécie de ‘socorrista’. Tal colocação se faz com base na observação de que a gestão pública municipal dedica tempo e esforços na busca por soluções a problemas e demandas cotidianas sempre pontuais e urgentes, o que as impede ou dificulta a alocação de tempo para estudos, projetos e planejamentos estratégicos, que seriam de suma importância na busca por soluções aos resíduos gerados diariamente em suas bases administrativas. Neste sentido, o primeiro público a receber a instrumentalização básica para desenvolver capacidades em diferentes aspectos da educação ambiental serão os sujeitos vinculados à gestão pública municipal. 2º grupo – instituições de ensino: para estudantes, professores e funcionários A introdução de novas rotinas que iniciam em ambiente escolar se transmuta para a ambiência familiar e tendem a formar consumidores que comungam com os princípios da Economia Circular. As instituições de ensino serão impactadas pela criação de habilidades e competências voltadas ao sistema de manejo de RSU. Se pode visualizar três públicos diretamente impactos: estudantes, professores e funcionários.Os estudantes do ensino fundamental, médio e superior serão submetidos a verdadeiras imersões teóricas e práticas de toda a cadeia produtiva do RSU. Se espera que sejam experiências que tragam novos sentidos tanto no uso de bens materiais como seu descarte, criando, portanto, consumidores e cidadãos eco conscientes capacitados à transferência direta destes novos hábitos ao ambiente doméstico, gerando sinergias positivas e transmitidas entre as gerações. Com impacto portanto, no curto, médio e longo prazo. Os professores serão diretamente beneficiados pela aquisição de novas competências voltadas especificamente à resposta esperada pela prática de sala de aula às questões ambientais. Tais competências poderão servir para a revisão curricular e introduzir de forma madura e permanente o cuidado com o ecossistema em atividades transdisciplinares. Além de servir como impulso à pesquisa e atividades de extensão em temas voltados ao meio ambiente. Os funcionários das escolas serão beneficiados pela introdução nas dependências das escolas de receptores educativos de resíduos, melhorando, portanto, a forma de lidar com este material no ambiente de trabalho, que poderá será carregado ao ambiente domiciliar.3º grupo – A comunidade veranense como um todo: público direto e indiretoPúblico direto: a.\tCondomínios: estimado em vinte condomínios no município de Veranópolis (RS) na atualidade, em que moradores e funcionários serão beneficiados com a colocação de coletores educativos; acondicionamento de materiais de forma segregada e distribuição de material informativo;b.\tIndústria e comércio:  em geral são unidades de grande geração de RSU que não conhecem a forma correta de acondicionamento deste material e a sistemática de coleta, o que leva à desvalorização destes. Exemplo: caixas de papelão colocadas na parte externa em dias de chuva em dias ou horários errados, o que inviabiliza sua comercialização. São volumes significativos de material passível de reciclagem que acaba sendo destinado aos aterros. Neste caso, a Cooperciclo inclui este público entre os beneficiados diretamente, pois terão a oportunidade de receber capacitação para um perfeito manejo do RSU, trazendo soluções aos problemas enfrentados diariamente. Público indireto: de forma indireta se pode afirmar a comunidade como um todo se beneficiará com inputs que podem contribuir para novas formações neurais, pela capacidade de neuroplasticidade cerebral , acelerando a formação de novos padrões culturais devido à inserção de educação ambiental permanente, resultando em cidadãs e cidadãos com novos hábitos no que diz respeito a sua responsabilidade com o ecossistema.Pensando na cadeia como um todo, se pode visualizar uma oportunidade de mercado em que o passivo ambiental se torna um ativo e pode ser fator de atratividade para outros empreendimentos focados em eco negócio, gerando  emprego e renda para a localidade, além de proporcionar as condicionalidades necessárias para que o município aumente sua arrecadação e possa crescer economicamente num primeiro momento, e em segundo momento, traga desenvolvimento econômico e social, ao reverter ciclos de destruição em ciclos de recuperação ambiental.","mes_proposta":12,"ano_proposta":2024,"dt_proposta":"2024-12-29","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços de Reforma"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}