{"data":[{"id_proposta":64771,"id_programa":106,"cnpj_ente_recebedor":"23977751000168","nm_ente_recebedor":"EGREGORA SOCIOAMBIENTAL LTDA","ed_cep":"01311-100","ed_logradouro":"AVENIDA PAULISTA","ed_numero":"777","ed_complemento":"ANDAR 15","ed_bairro":"BELA VISTA","cd_ibge_recebedor":3550308,"nm_municipio_recebedor":"SÃO PAULO","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Sociedade Empresária Limitada","cnpj_executor":"23977751000168","nm_executor":"EGREGORA SOCIOAMBIENTAL LTDA","cnpj_terceiro_signatario":"37115375000107","nm_terceiro_signatario":"Ministério do Meio Ambiente","id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"O projeto estrutura uma plataforma escalável de coleta e valorização de resíduos plásticos de difícil reciclagem, com foco em PET termoformados (bandejas de frutas, tampas de bolos, embalagens de alimentos) e outros plásticos de baixa reciclabilidade, atualmente destinados como rejeito em cooperativas da Grande São Paulo e enviados para aterros sanitários.O modelo opera via logística multipontos: um veículo percorre rotas com 3 a 8 parceiros por ciclo, consolidando volumes que individualmente não justificariam coleta própria. O projeto promove aumento de renda para catadores e catadoras em organizações formalizadas (cooperativas, associações e similares), capacitações para triagem qualificada, redução de rejeitos enviados a aterros, aumento da taxa de reciclagem de plásticos e rastreabilidade completa via registros georreferenciados e documentais (MTR e recibos / notas fiscais).Os materiais coletados serão encaminhados para múltiplas rotas de valorização: transformação em cordas plásticas, produção de cerdas para vassouras e soluções de maior valor agregado em desenvolvimento (ex: pellets, blocos, telhas, placas e outros produtos), com intuito de estruturar uma sólida cadeia de reciclagem. O modelo é estruturado em dois módulos no Ano 1 (módulo1 com 5 a 10 cooperativas, expandindo no módulo 2 para novos parceiros, com meta de 40 parceiros totais, na Grande São Paulo) e prevê a potencial expansão para um total de 70 parceiros no Ano 2, podendo incorporar ferros-velhos e comércios de reciclagem, com progressão geográfica para o Estado de São Paulo e, em novos ciclos de acordo com viabilidade de escala, alcance nacional.","ds_problema_proposta":"Estudos indicam que os plásticos de difícil reciclagem como ,por exemplo, o PET termoformado, representam aproximadamente 30,65% dos rejeitos e perdas da coleta seletiva, sendo um dos maiores gargalos de reciclagem no Brasil. Apesar de serem tecnicamente recicláveis, a taxa de aproveitamento efetivo nas cooperativas da Grande São Paulo de PET termoformado é próxima de zero. Quatro obstáculos estruturais explicam esse cenário:Confusão na triagem com PVC: PET e PVC termoformados são visualmente quase idênticos. A presença de PVC contamina o lote de PET, inviabiliza a reciclagem e gera resíduos tóxicos.Baixo volume por cooperativa: cada parceiro gera quantidade insuficiente de plásticos de difícil reciclagem para justificar coleta própria. Sem escala agregada, não há destinação viável.Baixa atratividade econômica: sem comprador estabelecido e sem logística estruturada, o material é classificado como rejeito, sem geração de renda para as cooperativas.Ausência de rotas de valorização estruturadas: não existe hoje solução integrada de coleta compartilhada com múltiplas saídas de mercado para esses materiais na região.O resultado é que toneladas mensais de plásticos recicláveis são descartadas em aterros, gerando impacto ambiental desnecessário e perda de renda para cooperativas. O projeto resolve os quatro obstáculos de forma integrada, criando uma plataforma logística com múltiplas rotas de valorização que reduz o risco de mercado e maximiza a adicionalidade.Oscilações no mercado de reciclagem: O setor sofre constantes flutuações de preços e, dependendo do material, de regularidade na compra e venda, devido a fatores como a variação global das commodities, o excesso de oferta externa, o engajamento dos atores na logística reversa, além de custos com frete e impostos. Diante disso, a diversificação de soluções abre múltiplos caminhos para o setor. Ela permite explorar novos formatos de processamento e o desenvolvimento de subprodutos, construindo uma cadeia sólida e duradoura para os resíduos plásticos que, hoje, ainda são destinados incorretamente aos aterros.Alinhamento com legislação vigente:•\tPNRS (Lei 12.305/2010): prioridade à reciclagem, responsabilidade compartilhada, fortalecimento de cooperativas;•\tDecreto 10.936/2022: regulamentação das obrigações de logística reversa;•\tDecreto 11.413/2023 (Decreto do Plástico): metas progressivas de reciclagem de plástico pós-consumo;•\tDecreto 12.688/2025: amplia metas, rastreabilidade e rigor na comprovação da destinação ambientalmente adequada de plásticos;•\tPlano Estadual de Resíduos Sólidos de São Paulo: redução de rejeitos e inclusão produtiva de cooperativas;•\tSINIR/SIGOR: o projeto prevê emissão de MTRs e registros compatíveis com o sistema nacional.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"Objetivo Geral Criar e operacionalizar uma plataforma de trabalho escalável e rastreável de coleta, triagem qualificada e valorização de resíduos plásticos de difícil reciclagem na Grande São Paulo, com múltiplas rotas de valorização, expansão modular, adicionalidade ambiental comprovada e modelo replicável para escala estadual e nacional.Objetivos Específicos1.\tValidar operacionalmente o modelo logístico multipontos no Módulo 1 (4 meses, 5 a 10 cooperativas), testando rotas de valorização e parâmetros de eficiência logística;2.\tCapacitar cooperativas para triagem qualificada de plásticos, com ênfase na separação de materiais contaminantes;3.\tEstruturar sistema de rastreabilidade completo (MTR, NF, geolocalização, registros fotográficos) compatível com parceiros formalizados e em processo de formalização;4.\tTestar e refinar as soluções de produto final: cordas plásticas, cerdas para vassouras e soluções de maior valor agregado em desenvolvimento;5.\tGerar base de dados operacionais e financeiros para orientar a expansão modular para 40 parceiros no Módulo 2;6.\tAlcançar ao menos 40 parceiros ao final do Ano 1, com base na captação obtida e critérios técnicos de volume e viabilidade logística;7.\tPreparar expansão geográfica progressiva: Grande São Paulo (Ano 1), Estado de São Paulo (Ano 2) e expansão nacional (Ano 2–3, contemplados em renovação ou novo projeto).Alinhamento com as Diretrizes da LIR:O projeto atende diretamente às diretrizes da Lei de Incentivo à Reciclagem ao: fomentar a cadeia produtiva da reciclagem com adicionalidade comprovada; fortalecer cooperativas e organizações de catadores com capacitação técnica e aumento de renda; promover inovação logística com rastreabilidade em tempo real; e contribuir para o cumprimento das metas da PNRS e do Decreto 12.688/2025, que ampliam as exigências de destinação adequada e responsabilidade compartilhada para plásticos pós-consumo.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"MÓDULO 1 — Piloto + Validação de Soluções (Meses 1 a 4) Objetivo: validar o modelo operacional e testar rotas de valorização antes da expansão. Abrange 5 a 10 cooperativas selecionadas por critérios de volume, localização e engajamento.Atividades: mapeamento e seleção de parceiros; capacitação presencial em triagem, armazenamento e rastreabilidade; estruturação de rotas multipontos (3 a 6 parceiros/ciclo, volume mínimo 80 kg/coleta); teste das soluções de valorização com avaliação técnica e econômica contínua; coleta, pesagem, emissão de MTR e consolidação do material. Complementação de carga com outros materiais é permitida para otimização logística. Relatório mensal com volume, kg/parceiro, kg/rota, taxa de aproveitamento, renda gerada e CO₂eq evitado.Indicadores do Módulo 1:Meta mínima | Meta ideal de Volume coletado até o final do módulo: de 2.800 kg a 5.000 kg. Cooperativas capacitadas: 5 a 10.Renda adicional em até R$ 3.000,00 por cooperativa.Taxa de aproveitamento: ≥80%.Soluções de valorização testadas: 1 a 2. Redução de emissões: 2,218 tCO₂eq por tonelada recicladaMÓDULO 2 — Expansão com Soluções Consolidadas (Meses 5 a 12) Com base nos dados do Módulo 1, expansão progressiva até 40 parceiros, priorizando regiões com maior volume disponível, menor custo logístico por kg, maior concentração de cooperativas com estrutura mínima de triagem e menor distância ao ponto de consolidação ou destinador.ENCERRAMENTO DO ANO 1 (Meses 11 e 12) Consolidação da operação com coleta ativa em toda a rede; análise completa de volume por parceiro, custo logístico por rota e viabilidade das soluções de valorização; relatório de desempenho operacional e financeiro; preparação da expansão para o Ano 2 e possível renovação junto a patrocinadores.ANO 2 — Expansão Avançada (Potencial novo projeto ou renovação) Expansão para 70 a 80 parceiros (cooperativas, ferros-velhos e comércios de reciclagem), abrangendo o Estado de São Paulo. Inclusão de soluções de valorização de maior valor agregado, validadas no Ano 1, e captura de materiais fora da cadeia formal. Protocolos de rastreabilidade adaptados para parceiros não formalizados.FASE 3 — Possível Verticalização (Ano 2–3) Fase a ser futuramente avaliada de beneficiamento (lavagem e trituração), condicionada à validação de volume mínimo sustentável e demanda confirmada. Duas possibilidades: parceria com beneficiadores existentes (preferencial inicial) ou desenvolvimento de solução própria com levantamento de CAPEX e OPEX.","situacao_proposta":"Em Análise","in_situacao_analise":"Proposta e Plano de Trabalho Enviados para Análise","ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2026-07-30T19:27:04.221999","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":null,"ds_publico_alvo_proposta":"O projeto tem como público-alvo direto as cooperativas, associações e demais organizações formais de catadores de materiais recicláveis da Grande São Paulo, especialmente aquelas que enfrentam o desafio da destinação de plásticos de difícil reciclagem no rejeito. No Módulo 1 serão envolvidas de 5 a 10 cooperativas; no Módulo 2, o projeto alcançará até 40 parceiros; e no Ano 2 (eventual renovação), 70 a 80 parceiros, incluindo ferros-velhos e comércios de reciclagem.Os cooperados e catadores são os principais beneficiários sociais do projeto: o material hoje descartado como rejeito passa a gerar renda, e a capacitação técnica amplia sua qualificação e autonomia operacional. Estima-se o envolvimento direto de 100 a 500 cooperados já no Módulo 1.São também público-alvo: empresas do setor privado (indústrias de alimentos, embalagens e varejo) que desejam comprovar ações de reciclagem para atendimento a metas ESG, podendo patrocinar o projeto via Lei de Incentivo à Reciclagem; órgãos públicos municipais e estaduais responsáveis pela gestão de resíduos sólidos, que se beneficiam da redução de rejeitos enviados a aterros e da rastreabilidade dos fluxos; e empresas de beneficiamento e destinação final, que passam a contar com fornecimento estruturado e rastreável de matéria-prima reciclada.Indiretamente, o projeto beneficia a população da Grande São Paulo pelo aumento da taxa de reciclagem de plásticos, redução de impactos ambientais associados ao descarte inadequado e contribuição para o cumprimento das metas da PNRS e do Decreto 12.688/2025.","mes_proposta":4,"ano_proposta":2026,"dt_proposta":"2026-04-14","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}