{"data":[{"id_proposta":611,"id_programa":4,"cnpj_ente_recebedor":"21809268000149","nm_ente_recebedor":"ASSOCIACAO BRASILEIRA DE CANCER DE CABECA E PESCOCO","ed_cep":"88015-100","ed_logradouro":"AVENIDA PREFEITO OSMAR CUNHA","ed_numero":"416","ed_complemento":"SALA 507","ed_bairro":"CENTRO","cd_ibge_recebedor":4205407,"nm_municipio_recebedor":"FLORIANÓPOLIS","nm_uf_recebedor":"SANTA CATARINA","sg_uf_recebedor":"SC","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Associação Privada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"Diagnóstico anatomopatológico precoce de câncer de boca em Santa Catarina.","ds_problema_proposta":"O câncer de cabeça e pescoço é a denominação da especialidade oncológica que abrange o maior número de sítios onde um tumor pode se desenvolver. Até 2025, por ano, cerca de 40.000 pessoas serão diagnosticadas com algum câncer de cabeça e pescoço no Brasil. Dos quais, 60% terão diagnóstico tardio, pois essa é a realidade atual (dados publicizados largamente nas mídias e sites de saúde do governo como INCA) e isso segue sendo um grave problema. E o que isso significa? Significa que para além dos gastos que a administração pública terá para tratar essas pessoas, muitas delas serão mutiladas na tentativa de mantê-las vivas! Noque tange aos tumores de cavidade oral, a língua é um sítio bastante acometido pelo carcinoma epidermóide de boca (CEB) em pessoas que terão sua língua extirpada para conter o avanço do tumor e então passarão por uma glossectomia e nunca mais poderão comer pela boca, beber água, conversar e interagir em sociedade. Outros exemplos radicais como esse são os tumores no palato duro (céu da boca) que precisam ser extraídos e a ligação entre a região da nasofaringe e da orofaringe ficam abertos. Impedindo que a pessoa engula sólidos e líquidos sem que retorne pelo nariz, caso ela não tenha uma prótese bucomaxilo para tampar essa passagem que foi retirada na cirurgia. Sem essa prótese a pessoa não fala, não come e não bebe. Resumindo: os diagnósticos tardios em cavidade oral tem fabricado novos deficientes físicos e muitos óbitos em todo território.O câncer de cavidade oral, como é comumente conhecido, refere-se aos tumores malignos que surgem nos lábios, língua, bochecha, gengiva, palato mole e ou duro. O carcinoma epidermóide de boca (CEB) representa o principal tipo de tumor que acomete a região de cabeça e pescoço. O CEB é considerado um problema grave de saúde pública uma vez que, a maioria dos casos é diagnosticado em estágios avançados da doença, dificultando o tratamento e piorando consideravelmente o prognóstico para os pacientes. No sul do país, em particular, a doença é frequente devido ao elevado índice de consumo de tabaco nas mais diversas apresentações e por estar associado a ingestão de álcool que multiplica em 10 vezes a probabilidade de lesões malignas. A exposição prolongada ao sol sem proteção a radiação solar também é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença nos lábios, para além de toda topografia da cabeça. Em Santa Catarina, o Laboratório de Patologia Bucal da Universidade Federal de Santa Catarina (LPB/CCS/UFSC) vem, desde 2006, trabalhando no exame anatomopatológico de materiais provenientes de biópsias realizadas em pacientes atendidos no SUS. No entanto, apesar da sua importância e do aumento na demanda operacional nos últimos anos, o LPB/CCS/UFSC ainda permanece com alguns processos técnicos sendo desenvolvido de forma manual, ou ainda, utilizando modelos de aparelhos ultrapassados para a rotina laboratorial. Diante desta problemática, o objetivo do presente projeto é promover melhorias estruturais e modernização da área técnica do LPB/CCS/UFSC, a fim de promover resultados mais rápidos aos pacientes acometidos por patologias bucais, assim como ampliar para todo o Estado de SC o diagnóstico do câncer de boca, especialmente nos seus estágios iniciais.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"Este projeto se enquadra nos incisos abaixo descritos do Art 6o da portaria:I - prestação de serviços médico-assistenciais voltados à atenção/cuidado da pessoa com câncer, principalmente as ações voltadas ao diagnóstico e estadiamento da doença, ao tratamento cirúrgico, quimioterápico e radioterápico, e aos cuidados paliativos;III - apoio à prestação de serviços de saúde por meio da adequação da ambiência dos estabelecimentos; (Origem: PRT MS/GM 1550/2014, Art. 6o, III)IV - desenvolvimento de projetos de educação permanente e formação de recursos humanos direcionados a profissionais que atuem na área de saúde em todos os níveis de atenção, especialmente: (Origem: PRT MS/GM 1550/2014, Art. 6o, IV)IX - desenvolvimento de bancos de tumores; e (Origem: PRT MS/GM 1550/2014, Art. 6o, IX)","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"A ACBG Brasil incide em políticas públicas em saúde, com foco na oncologia há 10 anos em todo território nacional, mas está sediada em Florianópolis, Santa Catarina. Por isso, queremos pivotar essa solução em nosso Estado para que possamos escalar depois com o apoio do Ministério da Saúde e de outras organizações da sociedade civil organizada, como nós.. Somos conselheiros nacional de saúde no CNS e ocupamos uma cadeira da CISB (comissão intersetorial de saúde bucal) e conselheiros consultivos do CONSINCA. Nosso DNA é trabalhar em rede de maneira colaborativa para que possamos ajudar a resolver problemas complexos mas que possuem solução desde que se olharmos os recursos financeiros e humanos em prol da coletividade, por isso estabelecemos essa parceria junto ao LPB - Laboratório de Patologia Oral da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina pois já desenvolvemos juntos outras atividades que impactaram positivamente a população usuária do SUS. Possuímos expertise em trabalho em rede, pois nossa capilaridade nacional vem, da força motora que a nossa Rede+Voz, formada por 52 voluntários formalizados que são profissionais de saúde entre odontólogos, médicos, protesistas, enfermeiros, dentre outros que compõe a equipe multidisciplinar. Ainda sobre construção colaborativa, temos uma case de muito sucesso que construímos junto a Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina quando cocriamos a Diretriz de Atenção Integral à Pessoa Laringectomizada e Traqueostomizada que construiu todos os fluxos necessários entre a atenção terciária e secundária para disponibilizar às pessoas em questão os insumos para uso contínuo e racional. Essa política de Estado é pioneira no Brasil e está apoiando a construção do Protocolo Nacional de Atenção às Pessoas Laringectomizadas e Traqueostomizadas, daí no âmbito federal, onde todas as pessoas do país terão acesso os mesmos insumos e atenção que já conquistamos aos catarinenses desde 2019. Ainda sobre a nossa atuação proativa e colaborativa junto a saúde pública do Brasil, podemos destacar nossa participação junto a Comissão Especial de Combate ao Câncer - CECC instituída na Câmara Federal de Deputados em Brasília que teve como objetivo escrever a nova Política Nacional do Câncer, a PNPCC no 12.758/23 e que está em vias de ter portarias publicadas para resolver gargalos urgentes como o acesso ao diagnóstico precoce ao câncer de boca, entre outros mais prevalentes. O projeto propõe uma solução viável e sustentável mesmo ao seu término.","situacao_proposta":"Rejeitada","in_situacao_analise":null,"ds_resultado_esperado_proposta":"Vamos realizar a busca ativa por lesões iniciais na cavidade oral por meio das consultas realizadas nos CEOS - Centros de Especialidade Odontológica no Estado de Santa Catarina (lista abaixo) que atende toda população no âmbito do SUS para tratar cáries, canal, fazer extrações e obturações. Vamos mobilizar, articular os municípios, coordenações, para fazer chegar a informação aos odontólogos do Estado para que se apropriem dessa linha de atenção estruturada e organizada pela nossa organização no sentido de cadastrar, divulgar, coletar e garantir que que o acesso às biópsias de câncer de boca sejam feitas e tempo certo. Esses profissionais também serão capacitados para reconhecer as lesões suspeitas e assim poder fazer a coleta do material tecidual para que possamos fazer chegar até o LPB - Laboratório de Patologia Oral da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, que será responsável em fazer a análise anatomopatológica e laudar o exame de cada paciente. Desta forma, o paciente terá sua resposta em tempo curto para iniciar seu tratamento caso a suspeita se confirme. O projeto salvará muitas vidas, evitará mutilações, suicídios, além dos óbitos causados pelo avanço tumoral que demorou para ser diagnosticado e tornou-se paliativo.Como metas do referido projeto temos:● Duplicar o número de laudos liberados anualmente pelo LPB – Espera-se, após 24 meses de projeto, que o LPB cumpra com a meta de ao menos 2000 laudos de lesões de boca;● Atualmente o LPB atende em torno de 20 municípios, espera-se, após um ano de projeto, que o LPB esteja atendendo ao menos 40 municípios de SC (podendo ser mais) -● Que todos os casos que chegam ao LPB permitam um diagnóstico preciso da doença que acomete o paciente, garantindo atendimento integral no que diz respeito ao diagnóstico de lesões bucais;● Tornar o processo de tramitação do material recebido mais ágil, possibilitando que o laudo do paciente seja liberado em um período inferior a 15 dias, que é o tempo médio que atualmente o LPB leva para liberação de um laudo histopatológico;● Aumentar o número de laudos referentes a lesões malignas e potencialmente malignas de cavidade oral diagnosticados pelo LPB;● Facilitar a troca de experiências com outros serviços de diagnóstico de forma a agilizar o diagnóstico de lesões de diagnóstico mais complexo que necessitem de consultoria externa.● Que o LPB esteja cadastrado e operante junto ao Portal de Telemedicina da UFSC no período de 6 meses após o início do projeto;● Utilizar o serviço de Teleconsultoria da UFSC para recebimento de informações sobre os casos que chegam o LPB;● Gerenciar de forma eficiente os dados obtidos dos pacientes, assim como possibilitar a liberação dos resultados dos exames e a rastreabilidade das amostras que chegam ao LPB por meio do serviço de Teleconsultoria da UFSC;● Estabelecer um protocolo para possibilitar uma padronização na forma de coleta das amostras que serão recebidas no laboratório, garantindo a qualidade do material a ser processado no LPB;● Ter dados confiáveis sobre a incidência de lesões de boca, considerando todo o Estado de SC, que possibilitem aos Municípios traçar planejamentos de ações em saúde; ● Ter uma equipe técnica treinada e atualizada para utilização segura e eficiente das novas tecnologias e técnicas de diagnóstico que serão implementadas a partir do início do projeto;● Adaptar o espaço físico do LPB para a otimização da área técnica;● Poder utilizar as ferramentas de imuno-histoquímica e biologia molecular para os casos que necessitarem de investigação mais aprimorada para a definição do diagnóstico definitivo;● Envolver acadêmicos do Programa de Pós-graduação da UFSC, em nível de mestrado e doutorado, assim como alunos de graduação e iniciação científica, no desenvolvimento pesquisas que tenham como foco investigativo o câncer de boca, especialmente aqueles relacionados ao entendimento dos mecanismos de carcinogênese, ao uso de novas terapias para o tratamento e ao uso da inteligência artificial como auxiliar nos processos de diagnóstico;● Divulgação dos resultados do projeto, assim como dos projetos associados, em eventos científicos locais, nacionais e internacionais, e por meio de publicações de artigos científicos;● Colaborar de maneira prática com a implementação da PNPCC no12.758/23 que preconiza o diagnóstico precoce para combater e diminuir a mortalidade por câncer","in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2024-10-18T23:03:30.637000","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":3961594.38,"ds_publico_alvo_proposta":"Pessoas que demandem atenção oncológica","mes_proposta":10,"ano_proposta":2024,"dt_proposta":"2024-10-18","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}