{"data":[{"id_proposta":586,"id_programa":1,"cnpj_ente_recebedor":"78113826000154","nm_ente_recebedor":"ASSOCIACAO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DE S A SUD","ed_cep":"85710-000","ed_logradouro":"RUA MARECHAL DEODORO","ed_numero":"774","ed_complemento":null,"ed_bairro":"CENTRO","cd_ibge_recebedor":4124400,"nm_municipio_recebedor":"SANTO ANTÔNIO DO SUDOESTE","nm_uf_recebedor":"PARANÁ","sg_uf_recebedor":"PR","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Associação Privada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"Proporcionar um atendimento multidisciplinar e especializado a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município de Santo Antônio do Sudoeste, garantindo diagnóstico precoce, intervenção terapêutica adequada e suporte às famílias.Objetivos Específicos•\tGarantir o acesso ao diagnóstico precoce de autismo através de equipe multidisciplinar.•\tProporcionar atendimento terapêutico contínuo por meio de especialistas (terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros).•\tIntroduzir novas abordagens terapêuticas, como a musicoterapia.•\tAumentar a conscientização e capacitar as famílias e a comunidade local para a inclusão de crianças com autismo.•\tMonitorar e avaliar a evolução dos pacientes com base em metas de desenvolvimento individuais.","ds_problema_proposta":"O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta habilidades de interação social, comunicação e comportamento. Ele é chamado de \"espectro\" porque os sintomas e a gravidade podem variar muito de pessoa para pessoa. O TEA não tem cura, mas intervenções precoces, que envolvem uma equipe multidisciplinar, podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados, ajudando-os a desenvolver habilidades essenciais para a vida diária.No Brasil, o aumento da conscientização sobre o autismo nos últimos anos impulsionou a busca por diagnósticos mais precoces, mas ainda há desafios substanciais relacionados ao acesso ao atendimento especializado, principalmente fora das grandes cidades.Estudos apontam que o autismo afeta aproximadamente 1 em cada 68 crianças globalmente, e estima-se que entre 1 a 2% da população brasileira esteja no espectro autista. Os números podem ser maiores, pois ainda há subnotificação devido à falta de diagnóstico adequado, especialmente nas áreas rurais e nas cidades do interior, onde a escassez de profissionais capacitados dificulta o acesso.No Brasil, o sistema de saúde, tanto público (SUS) quanto privado, enfrenta dificuldades para lidar com a crescente demanda por diagnósticos e tratamentos para o TEA. Embora o SUS ofereça alguns serviços para pessoas com autismo, como centros de reabilitação e clínicas de saúde mental, a realidade é que a maioria dos brasileiros com TEA e suas famílias enfrentam longas filas de espera e uma escassez de profissionais qualificados, como neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos.O estado do Paraná reflete muitos dos desafios enfrentados no Brasil em relação ao atendimento de crianças e adolescentes com TEA. Em grandes centros urbanos, como Curitiba, há maior disponibilidade de serviços, tanto no setor público quanto privado, com algumas iniciativas para melhorar o atendimento a essa população. No entanto, mesmo em grandes cidades, a capacidade dos centros especializados não consegue suprir a crescente demanda.Nas áreas rurais e nos pequenos municípios do Paraná, o quadro se agrava. Cidades como Santo Antônio do Sudoeste têm uma oferta muito limitada de serviços especializados. A distância dos grandes centros e a falta de transporte adequado para as famílias tornam o diagnóstico e o tratamento ainda mais difíceis de serem acessados. A falta de neurologistas, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos e outros profissionais especializados é um desafio recorrente.Nas cidades menores e interioranas do Paraná, há uma lacuna considerável no atendimento às crianças com TEA. Os municípios do interior enfrentam não só uma escassez de profissionais especializados, mas também uma falta de infraestrutura e programas de apoio à saúde e ao desenvolvimento infantil.Crianças diagnosticadas com TEA nesses locais muitas vezes precisam ser encaminhadas a cidades maiores, o que pode causar atrasos no início do tratamento. Além disso, os custos de transporte e deslocamento, somados à necessidade de deixar o trabalho para acompanhar o tratamento da criança, criam uma sobrecarga financeira e emocional para as famílias.A desigualdade socioeconômica é um fator determinante no acesso ao diagnóstico e tratamento do TEA. Em áreas mais empobrecidas, onde a renda familiar é menor e o acesso à educação é limitado, muitas vezes os sintomas do autismo não são reconhecidos precocemente, e os pais podem ter dificuldades em identificar os sinais de que a criança necessita de uma avaliação especializada.Santo Antônio do Sudoeste é um município localizado na região metropolitana de Curitiba, com uma população estimada em cerca de 30 mil habitantes. O município é predominantemente rural, com sua economia baseada na agricultura familiar e na produção agropecuária. A renda per capita da população é relativamente baixa, o que impacta diretamente o acesso das famílias a serviços especializados de saúde.Em termos de infraestrutura de saúde, Santo Antônio do Sudoeste possui postos de saúde e unidades de pronto atendimento que oferecem serviços básicos. No entanto, a oferta de serviços especializados, como o atendimento a crianças com autismo, é bastante limitada. Famílias que precisam de atendimento especializado muitas vezes recorrem à cidade de Curitiba, a cerca de 40 km de distância, o que representa um desafio financeiro e logístico.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"Reabilitação/habilitação (art. 10, h da Portaria de Consolidação nº 05 de 28 de setembro de 2017) da pessoa com deficiência: o Projeto atenderá a referida área prioritária por meio do aumento do número de atendimentos e ampliação de especialidades oferecidas no âmbito do serviço de reabilitação/habilitação para pessoas com deficiência intelectual e/ou múltiplas em situação  de vulnerabilidade. Ademais, o presente Projeto, em consonância com o objetivo de qualificar os serviços de reabilitação/habilitação da pessoa com deficiência intelectual e/ou múltipla, visa adquirir equipamentos (relacionados no Demonstrativo de Projeção das Despesas) essenciais para desenvolver os atendimentos nas áreas de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Musicoterapia e atendimento médico na área de Neurologia, bem como garantir conforto e salubridade aos espaços nos quais serão desenvolvidas as ações do Projeto.Diagnóstico diferencial da pessoa com deficiência (art. 10, c, da Portaria de Consolidação nº 05 de 28 de setembro de 2017): O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é essencialmente clínico, feito a partir das observações da criança, em entrevistas com os pais e na aplicação de instrumentos específicos. A detecção precoce do TEA antes dos três anos de idade é fundamental para desenvolvimento de habilidades sociais. Estudos indicam que, com intervenções adequadas, a melhora dessas habilidades pode alcançar 80%. Nesse contexto que o presente projeto pretende atuar, realizando o diagnóstico na criança, notadamente, com TEA na primeira infância. Ampliação, estimulação e manutenção das capacidades funcionais por meio de terapia assistida por animais (TAA) (origem PRT MS/GM 1550/2014, Art. 10, I, g) - A equoterapia é uma modalidade terapêutica que utiliza cavalos como meio de reabilitação e tem mostrado benefícios significativos para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse tipo de terapia, que combina aspectos físicos, psicológicos, educacionais e sociais, pode promover o desenvolvimento de habilidades motoras, sensoriais, cognitivas e emocionais em indivíduos com TEA.•\tAmpliação, estimulação e manutenção das capacidades funcionais por meio de produção artística e cultural (art. 10, h da Portaria de Consolidação nº 05 de 28 de setembro de 2017).  O presente Projeto, além de ações de reabilitação/habilitação da pessoa com deficiência, visa introduzir a Musicoterapia como forma de complementar os atendimentos realizados nas áreas da fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e neurologia. Ao incluir o ritmo entre as terapias, por meio da música, brincadeiras de roda, jogo de mãos, estimula-se o desenvolvimento pela atividade musical, além de atender as necessidades, de expressão que passam pela esfera afetiva, estética e cognitiva, garantindo níveis cada vez mais elaborados, contribuindo para o desenvolvimento da coordenação visomotora, da imitação de sons e gestos, da atenção e percepção da memorização, do raciocínio, da inteligência, da linguagem e expressão corporal","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"Interesse na Ampliação do Acesso aos Serviços de Saúde:Projeto (Diagnóstico e Atendimento de Pessoas com TEA): O projeto visa ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao atendimento contínuo e especializado para pessoas com TEA, garantindo que mais indivíduos recebam intervenções adequadas desde cedo. A iniciativa busca disponibilizar uma rede de cuidados multidisciplinar, envolvendo profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médicos, proporcionando um atendimento integral.PRONAS: O PRONAS tem o objetivo de fomentar a implementação e o desenvolvimento de ações e serviços de saúde voltados para pessoas com deficiência, incentivando projetos que ampliem o alcance do atendimento, principalmente em locais onde o acesso a serviços especializados é limitado. Apoiando projetos como este, o PRONAS cumpre seu papel de promover e facilitar o acesso ao tratamento especializado para pessoas com deficiência, incluindo aquelas com TEA.Interesse no Diagnóstico Precoce e Intervenção Multidisciplinar:Projeto: O diagnóstico precoce do TEA é crucial para o sucesso das intervenções, pois quanto antes forem iniciadas, maior será a possibilidade de melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança. O projeto propõe uma abordagem multidisciplinar, que combina diferentes áreas da saúde e da educação, com o objetivo de oferecer diagnósticos mais precisos e intervenções mais eficazes.PRONAS: O programa busca apoiar iniciativas que visem a reabilitação e a promoção da saúde de pessoas com deficiência. O incentivo ao diagnóstico precoce e à intervenção multidisciplinar é parte do alinhamento estratégico do PRONAS, que tem como um de seus pilares o fortalecimento de abordagens que possam melhorar a eficácia do tratamento e promover a inclusão social.Interesse no Impacto Social e na Inclusão:Projeto: Um dos focos centrais do projeto é a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com TEA e suas famílias. O diagnóstico e atendimento especializados visam reduzir as barreiras que essas pessoas enfrentam no acesso à educação, ao mercado de trabalho e à vida comunitária, promovendo sua participação plena na sociedade.PRONAS: O PRONAS tem como uma de suas missões reduzir as desigualdades e promover a inclusão das pessoas com deficiência, garantindo que tenham acesso aos serviços de saúde e reabilitação. Ao apoiar um projeto de atendimento a pessoas com TEA, o programa contribui diretamente para a promoção da equidade e inclusão social.Interesse no Monitoramento e Avaliação de Resultados:Projeto: Para garantir a eficácia das ações e intervenções propostas, o projeto deve incluir um sistema de monitoramento e avaliação de resultados. Isso inclui a coleta de dados sobre o progresso das pessoas atendidas, o impacto das intervenções e o feedback das famílias envolvidas. A avaliação constante permite ajustes e melhorias nas abordagens terapêuticas.PRONAS: O PRONAS exige que os projetos financiados tenham mecanismos de monitoramento e avaliação para garantir que os recursos estejam sendo utilizados de maneira eficaz e que os objetivos de promoção da saúde e reabilitação estejam sendo alcançados. O compromisso com a transparência e a eficácia dos resultados é um ponto de interesse comum entre o PRONAS e o projeto.","situacao_proposta":"Rejeitada","in_situacao_analise":null,"ds_resultado_esperado_proposta":"1. Desenvolvimento de Habilidades Funcionais e SociaisA intervenção precoce busca desenvolver habilidades sociais e de comunicação fundamentais, que são essenciais para a inserção no mercado de trabalho. Essas habilidades incluem a capacidade de interagir com colegas, seguir instruções e trabalhar em equipe, que muitas vezes são áreas de dificuldade para pessoas com autismo e deficiência intelectual.Estudo: Um estudo publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders (2017) destacou que indivíduos que receberam intervenções comportamentais e educacionais intensivas durante a infância tinham mais chances de desenvolver habilidades funcionais necessárias para se adaptar a ambientes de trabalho convencionais ou adaptados.2. Aprimoramento Cognitivo e de Resolução de ProblemasAs intervenções precoces podem ajudar a melhorar o processamento cognitivo e a capacidade de resolver problemas, áreas frequentemente afetadas por condições de autismo e deficiência intelectual. Essas habilidades são essenciais em diversas funções de trabalho, especialmente em ambientes que demandam flexibilidade cognitiva e tomada de decisões. Programas de ensino estruturado, como o TEACCH e o ABA (Análise Comportamental Aplicada), ajudam a moldar esses aspectos.Impacto no emprego: Estudos demonstram que adultos com autismo que participaram de intervenções estruturadas na infância mostram maior independência em funções cognitivas e maior adaptabilidade a novos desafios no trabalho .3. Integração com Programas de Formação ProfissionalMuitas vezes, a intervenção precoce também inclui a preparação para atividades educacionais e de treinamento vocacional. Esses programas ensinam habilidades técnicas e práticas que aumentam as chances de sucesso no mercado de trabalho. A educação especial focada em habilidades práticas e o treinamento para a vida adulta (habilidades cotidianas, gestão de tempo, comportamentos adequados no trabalho) são essenciais nesse processo.Estudos: Uma análise do Autism Speaks mostra que jovens que participaram de programas de formação vocacional têm maior taxa de inserção em empregos remunerados do que aqueles que não receberam treinamento vocacional específico. Essa preparação ajuda a criar uma ponte entre as habilidades adquiridas na intervenção precoce e as exigências do mercado de trabalho.4. Maior Autonomia e Redução da Dependência de Suporte IntensivoIntervenções precoces eficazes podem resultar em maior independência e autonomia de indivíduos com autismo e deficiência intelectual na vida adulta. Isso significa que esses indivíduos podem precisar de menos suporte no local de trabalho, tornando-os candidatos mais atraentes para os empregadores. Além disso, a maior independência promove o aumento da autoestima e do senso de pertencimento.Estudo: A pesquisa realizada pelo British Journal of Special Education (2019) concluiu que indivíduos que receberam intervenções intensivas na infância têm maior chance de trabalhar em ambientes menos assistidos, o que, além de beneficiar o trabalhador, também reduz custos com assistentes e apoio no local de trabalho.5. Inclusão em Ambientes de Trabalho AdaptadosEmpregadores que adotam práticas inclusivas muitas vezes criam ambientes de trabalho que atendem às necessidades de indivíduos com autismo e deficiência intelectual. Quando esses trabalhadores receberam intervenção precoce, suas necessidades de adaptação no local de trabalho são menores, e sua capacidade de se integrar ao time é maior. Programas de sensibilização e apoio, combinados com a preparação precoce, fazem a diferença na adaptação ao ambiente de trabalho.Exemplos práticos: Empresas como Microsoft e SAP desenvolveram programas específicos para incluir pessoas no espectro autista, com o reconhecimento de que habilidades de atenção a detalhes e foco são altamente valorizadas em certas funções.6. Impacto Econômico e SocialA inclusão no mercado de trabalho traz benefícios econômicos diretos e indiretos. Pessoas com autismo e deficiência intelectual que conseguem se inserir no mercado de trabalho contribuem para a economia e reduzem a dependência de benefícios governamentais. Além disso, o impacto na qualidade de vida pessoal e familiar é significativo, proporcionando não apenas independência financeira, mas também realização pessoal.Estudos: De acordo com um relatório da National Institute for Economic and Social Research (NIESR), o impacto econômico da inclusão de pessoas com deficiência intelectual e autismo no mercado de trabalho é significativo, gerando benefícios econômicos que superam os custos de intervenção.","in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2024-10-18T19:08:48.672999","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":1977964.99,"ds_publico_alvo_proposta":"Pessoa com deficiência","mes_proposta":10,"ano_proposta":2024,"dt_proposta":"2024-10-18","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}