{"data":[{"id_proposta":357,"id_programa":3,"cnpj_ente_recebedor":"60990751000124","nm_ente_recebedor":"FUNDACAO SAO PAULO","ed_cep":"05008-000","ed_logradouro":"RUA JOAO RAMALHO","ed_numero":"182","ed_complemento":null,"ed_bairro":"PERDIZES","cd_ibge_recebedor":3550308,"nm_municipio_recebedor":"SÃO PAULO","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Fundação Privada","cnpj_executor":"60990751000124","nm_executor":"FUNDACAO SAO PAULO","cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":null,"nm_unidade_gestora":null,"ds_objeto":"No ambiente hospitalar, a inatividade física e o repouso no leito, infelizmente, ainda são práticas deletérias comuns culturalmente praticadas. Mesmo com funcionalidade preservada e capacidade para deambulação, idosos permanecem confinados ao leito 95% do tempo de internação, o que representa, em média, apenas 43 minutos ao dia de mobilidade. Já entre os pacientes críticos, a frequência de fraqueza muscular adquirida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ultrapassa 50%. Nesses pacientes, é sabido que a coexistência de disfunção orgânica aguda e inatividade está associada a múltiplos agravos à saúde incluindo sequelas físicas e neuropsicológicas como lesões por pressão, redução da amplitude de movimento articular, ossificação heterotópica, fraqueza muscular adquirida na UTI, sarcopenia, intolerância ao exercício, sensação de fadiga ansiedade, depressão e estresse pós traumático que acarretam na elevação do tempo de internação hospitalar, elevação de custos com tratamento, presença de infecções relacionadas à assistência à saúde, re-internação hospitalar e mortalidade. A presença destas sequelas está associada a desfechos funcionais negativos e duradouros que permanecem por muitos anos após alta hospitalar, impactando negativamente a qualidade de vida do indivíduo e sua reinserção social. Em muitos casos, a fraqueza extrema impossibilita a contração muscular para produção de força, para manutenção da postura e para a produção do deslocamento do corpo. Isto torna a recuperação da marcha uma tarefa difícil e dispendiosa. Além disso, fraqueza muscular e fadiga são queixas muito comuns no curso da internação hospitalar, no qual, juntas representam a quinta queixa mais prevalente em idosos em internação hospitalar. Um dos princípios para a prevenção de fadiga, fraqueza e descondicionamento físico é a redução à exposição aos fatores de risco para a instalação de agravantes neuro-músculo-esqueléticos, já que até o momento, a única intervenção capaz de prevenir, tratar e manejar sequelas é a reabilitação precoce por meio de exercícios físicos, desde o início do período de internação hospitalar. No entanto, mais de 50% dos pacientes são incapazes de deambular de forma independente após prolongada internação em UTI, acarretando prejuízos físicos e mentais de longo prazo, além dos custos sociais envolvidos. Portanto, um dos objetivos da reabilitação é possibilitar que o paciente reconquiste o máximo possível de mobilidade independente e a marcha não só permite alto grau de mobilidade como traz independência funcional para o indivíduo, desde que realizada de forma eficiente e segura. Evidências robustas têm demonstrado que a introdução precoce da fisioterapia desde o início do período de internação hospitalar além de segura está associada a atenuação dos efeitos negativos da imobilidade. As tarefas de recuperação da força muscular, de progressão da mobilização do doente com a retirada do leito e de recuperação da marcha são de complexa execução no ambiente hospitalar, embora essenciais para a recuperação e reabilitação do paciente. Porém, são tarefas que enfrentam barreiras em suas aplicações rotineiras. Por parte do paciente, algumas precauções devem ser consideradas: o risco de descompensação fisiológica inerente à variação da postura e ação da gravidade, a fraqueza muscular e a intolerância ao esforço físico, além de insegurança e dor. Já, o fisioterapeuta envolvido nesta tarefa precisa estar atento aos múltiplos dispositivos conectados ao paciente e se atentar para a presença de drenos, catéteres, linhas de monitorização, oxigênio suplementar e curativos de feridas cirúrgicas. O risco ergonômico é um ponto delicado porque o sobrepeso e a obesidade são condições muito frequentes em pacientes acamados. Por estes motivos, não é possível a retirada do paciente do leito por um único profissional. Para a tarefa de progressão da mobilização do doente com a retirada do leito, há a necessidade da ação coordenada de mais de um profissional devido à necessidade simultânea da sustentação do peso corporal, ao mesmo tempo que se auxilia na execução dos movimentos dos membros para promoção do deslocamento do corpo e, assim, a deambulação.  Diante do exposto sobre as consequências da redução da mobilidade durante o período de internação hospitalar e considerando que há necessidade de ampliar o acesso às ações de promoção, diagnóstico e tratamento precoce, bem como o fortalecer políticas públicas direcionadas a esta população, esta proposta visa a introdução e avaliação do uso da terapia de suporte corporal com tecnologia assistiva para o treino de marcha em paciente com mobilidade reduzida no ambiente hospitalar em seus desfechos clínicos (capacidade para a marcha, funcionalidade, condicionamento cardiorrespiratório, dentre outros) e, no pós-alta, descrever padrões cinesiológicos da marcha com a terapia de suporte corporal com tecnologia assistiva.","ds_problema_proposta":"As atividades assistenciais propostas para o presente projeto ocorrerão no Centro Hospitalar do Município de Santo André (CHMSA), o mais antigo equipamento de saúde do município e da região do Grande ABCD. O município de Santo André insere-se a sudeste da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e sua população em 2022 era de 748.919 habitantes, sendo o quarto município mais populoso da RMSP, superado apenas por São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. O CHMSA é um hospital secundário referenciado para alta complexidade clínico- cirúrgica na cidade de Santo André. Possui 306 leitos cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) para a população adulta e pediátrica. As acomodações são divididas em setores críticos e unidades de internação. O CHMSA possui quatro unidades de terapia intensiva (UTI) com dez leitos cada uma. O serviço também conta com 250 leitos de unidades de internação de enfermaria adulto e pediatria. Nos 55 leitos de enfermaria da Clínica Médica, são internados majoritariamente pacientes acometidos de doenças crônicas não transmissíveis de elevada prevalência em nosso país, como doenças cerebrovasculares como o acidente vascular encefálico (AVE), cardiopatias adquiridas comuns como a insuficiência cardíaca e coronariopatias, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), disfunção renal, doenças infecciosas. Os 60 leitos de clínica cirúrgica abrigam pacientes usuários dos serviços de neurocirurgia, cirurgia geral, cirurgia torácica, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia urológica e colo-proctologia. O CHMSA também possui 30 leitos na enfermaria de trauma / ortopedia que atendem majoritariamente casos cirúrgicos oriundos de traumatismos envolvendo o sistema musculoesquelético. Além do atendimento e acompanhamento médico, os pacientes das unidades de internação e UTIs no CHMSA são acompanhados por equipe multidisciplinar incluindo fisioterapia diariamente. A equipe consiste em 60 profissionais distribuídos taticamente entre os setores do equipamento de saúde que fazem cobertura de atendimento 24 horas por dia nos sete dias da semana. O fisioterapeuta é responsável pela triagem, avaliação, diagnóstico funcional e tratamento de condições cinético-funcionais. As condutas são embasadas em julgamento clínico tendo como base protocolos institucionais e guias de boas práticas de condutas que regem o serviço. Deste modo, os usuários são acompanhados desde o início do período de internação até o período de alta hospitalar tanto nas unidades de internação quanto nas UTIs. A premissa do atendimento é acelerar o processo de recuperação por meio da prevenção de complicações sistêmicas, além da melhoria da capacidade de realização de atividades de vida diária e elevação da capacidade funcional. Para determinar a intensidade do cuidado de reabilitação, os profissionais aplicam protocolos institucionais que determinam numericamente a quantidade de visitas diárias que cada usuário receberá, podendo contemplar até quatro visitas em um período de 24 horas. Essa estratégia está baseada no princípio de dose-resposta já que existe relação positiva entre o número de sessões de atendimento e o ganho de aptidões motoras. Como o CHMSA é um equipamento de saúde que atende exclusivamente usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), não é incomum o atendimento a usuários em condições de vulnerabilidade social incluindo moradores de áreas livres. Usuários em situação de rua possuem processos de cuidados intensivos semelhantes aos demais usuários. Porém, a permanência nas unidades de internação, necessidades de reabilitação e uso subsequente de recursos de saúde são maiores do que o de pacientes com moradia fixa. Portanto, aprimorar a assistência de forma a otimizar a independência funcional, para a alta hospitalar, de pacientes em situação de rua constitui objetivo extremamente importante e de relevante impacto social. O presente projeto de pesquisa é inédito e de relevante impacto por promover com segurança e eficiência o treino de marcha em pacientes hospitalizados. Os estudos existentes sobre o uso da terapia de suporte corporal com tecnologia assistiva no treino de marcha ainda são incipientes e abordam pacientes com patologias como acidente vascular encefálico, lesão medular, encefalopatia crônica não progressiva e que frequentam em centros de reabilitação intensiva. Não há estudos na população brasileira que abordem o uso da terapia de suporte corporal como terapêutica de mobilização precoce em pacientes críticos, ou mesmo, hospitalizados. Portanto, esse estudo é original e extremamente relevante para a área acadêmica-científica e, também para a sociedade, por conta dos benefícios que trará para a construção de protocolos, diretrizes e estratégias de saúde para a população hospitalizada. Portanto, embora a aplicação do projeto será realizada em um hospital público em Santo André, os resultados desse projeto terão abrangência nacional e até internacional por seu ineditismo.","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"A redução à exposição aos fatores de risco para a instalação de agravantes neuro-músculo-esqueléticos, considerando que mais de 50% dos pacientes são incapazes de deambular de forma independente após prolongada internação em UTI, acarretando prejuízos físicos e mentais de longo prazo, além dos custos sociais envolvidos.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"Possibilitar que o paciente reconquiste o máximo possível de mobilidade independente, e a marcha (deambulação) não só permite alto grau de mobilidade como traz independência funcional para o indivíduo, desde que realizada de forma eficiente e segura.","situacao_proposta":"Rejeitada","in_situacao_analise":null,"ds_resultado_esperado_proposta":"Resultados gerais esperados deste projeto de pesquisa são:a)\tObtenha-se maior frequência de treino de marcha do paciente hospitalizado, contribuindo para melhor funcionalidade no momento da alta hospitalar;b)\tObtenha-se diminuição do risco ocupacional para profissionais de saúde, especialmente os fisioterapeutas, durante a realização da tarefa de saída do paciente do leito;c)\tConstruam-se protocolos detalhados para o uso da terapia de suporte corporal com tecnologia assistiva no ambiente hospitalar que possam auxiliar na implantação dessa prática em outros equipamentos de saúde;d)\tDescrevam-se os padrões cinemáticos e de ativação muscular da marcha humana em diferentes condições de suporte do peso corporal.","in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2024-10-18T18:08:24.524999","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":2168457.46,"ds_publico_alvo_proposta":"Pessoa com deficiência","mes_proposta":10,"ano_proposta":2024,"dt_proposta":"2024-10-16","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Materiais"},{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}