{"data":[{"id_proposta":35146,"id_programa":8,"cnpj_ente_recebedor":"08775782000142","nm_ente_recebedor":"COTTON MOVE SERVICOS, PESQUISA E DESENVOLVIMENTO LTDA","ed_cep":"06428-260","ed_logradouro":"ALAMEDA GRALHA","ed_numero":"233","ed_complemento":null,"ed_bairro":"MORADA DOS PASSAROS","cd_ibge_recebedor":3505708,"nm_municipio_recebedor":"BARUERI","nm_uf_recebedor":"SÃO PAULO","sg_uf_recebedor":"SP","nm_pais":"BRASIL","nm_natureza_juridica":"Sociedade Empresária Limitada","cnpj_executor":null,"nm_executor":null,"cnpj_terceiro_signatario":null,"nm_terceiro_signatario":null,"id_programa_unidade_gestora":3,"nm_unidade_gestora":"Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental","ds_objeto":"O objeto do projeto Plataforma Circular Cotton Move 4.0 – Sistema de Rastreabilidade Fiscal e Certificação Têxtil é escalar e aprimorar suas soluções, tanto no âmbito digital quanto no logístico e industrial) que amplie as práticas de economia circular no setor têxtil brasileiro por meio da incorporação de novas tecnologias, ativação de redes colaborativas e expansão industrial. Em outras palavras, busca-se desenvolver um ecossistema circular para resíduos têxteis, conectando fabricantes, varejistas, consumidores e cooperativas de reciclagem em uma plataforma inovadora de rastreamento, comercialização e certificação de produtos reciclados.","ds_problema_proposta":"A indústria têxtil está entre as mais poluentes do mundo, enfrentando um grave problema de resíduos. O Brasil descarta anualmente cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis, dos quais menos de 1% é reciclado de volta em novos materiais têxteis. Grande parte desses resíduos acaba em aterros sanitários ou é incinerada, liberando componentes químicos tóxicos e microplásticos que contaminam solo e corpos d’água. Esse cenário representa um enorme desperdício de recursos e gera impactos ambientais significativos, incluindo emissões de gases de efeito estufa e poluição por corantes e fibras sintéticas. Para além dos impactos associados ao descarte, todo o processo produtivo consome matéria-prima virgem e gera impactos ao solo, ar e água pela aplicação de insumos químicos nas várias etapas do processo de produção convencional.Além do volume de descarte, há lacunas estruturais que dificultam a circularidade no setor. Falta uma integração efetiva entre indústria, varejo e consumidores para coleta e reaproveitamento de roupas usadas. Atualmente, a coleta de têxteis pós-consumo ocorre de forma pontual (por exemplo, via pontos de entrega voluntária em algumas lojas) e a maioria dos resíduos não entra em cadeias organizadas de reciclagem. As cooperativas de catadores e pequenas empresas de reciclagem atuam isoladamente, sem infraestrutura suficiente para triagem e processamento em larga escala. Consequentemente, a adoção de um modelo de economia circular permanece incipiente no setor têxtil, pois cada elo da cadeia opera de forma desconectada, do fabricante ao consumidor final.Há também desafios comportamentais e de mercado. O modelo de fast-fashion incentiva o consumo acelerado e descarte rápido de roupas – em média, peças de vestuário são usadas apenas 7 a 8 vezes antes do descarte, menos do que há 15 anos. Práticas de reutilização, conserto e remanufatura de vestuário ainda são embrionárias, enquanto produtos feitos com material reciclado enfrentam barreiras de custo e escala. Falta conscientização e incentivo para que consumidores e empresas adotem comportamentos mais sustentáveis. Portanto, o projeto busca resolver três problemas centrais: (1) a grande quantidade de resíduos têxteis não aproveitados, (2) a falta de integração e infraestrutura na cadeia para viabilizar a reciclagem/recirculação desses materiais, e (3) a baixa conscientização e engajamento dos atores (empresas e consumidores) com a economia circular no setor de moda.Além dos resultados constantes no campo \"resultados esperados\", o projeto ainda contempla os seguintes indicadores:Instalação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) - Total de PEVs operacionais - 2.000 UnidadesRedução de emissões de CO₂ equivalente - Toneladas de CO₂ evitadas com reciclagem têxtil - 1.800 ToneladasCertificação digital de produtos com selo circular - Número de produtos certificados com rastreabilidade - 500 unidadesTransações circulares realizadas na plataforma\t- Total de transações entre usuários - 8.000 Transações","ds_relacao_proposta_objetivo_diretrizes":"O projeto está integralmente alinhado aos objetivos do Programa Nacional de Incentivo à Reciclagem, conforme a Lei nº 14.260/2021 (Lei de Incentivo à Indústria e à Cadeia Produtiva da Reciclagem) e a Portaria GM/MMA nº 1.250/2024. Em especial, a proposta atende a diversas metas previstas no art. 3º da Lei 14.260/21, demonstrando forte consonância com as diretrizes do programa:●\tImplantação de infraestrutura de triagem – O projeto prevê a criação e aprimoramento de hubs regionais de economia circular em parceria com cooperativas de catadores, incluindo adequação de galpões e instalação de equipamentos e treinamento para triagem de resíduos têxteis. Isso cumpre a meta de prover infraestrutura física para cooperativas e associações de catadores atuarem na reciclagem.●\tAquisição de equipamentos e veículos – Estão contemplados investimentos em equipamentos de manufatura reversa de materiais têxteis e possivelmente veículos leves de coleta para os hubs, em linha com a meta de aparelhar adequadamente os empreendimentos de reciclagem.●\tOrganização de redes de comercialização e cadeias produtivas – A Plataforma Circular 4.0 em si é uma rede digital que integrará micro e pequenas empresas, rede varejista de vestuários, cooperativas, catadores, estilistas, brechós, marcas e consumidores numa cadeia produtiva circular. Ao estruturar um marketplace de produtos reciclados e conectar oferta e demanda de materiais reutilizáveis, o projeto dá suporte à organização de uma cadeia produtiva colaborativa e ao surgimento de novos mercados para produtos reciclados.●\tFortalecimento da participação de catadores – A iniciativa inclui diretamente cooperativas de catadores de materiais recicláveis no escopo operacional, alocando-as como gestoras dos hubs regionais de coleta e triagem. Dessa forma, os catadores terão maior acesso a resíduos têxteis em volume, melhor infraestrutura de trabalho e integração à cadeia de valor, aumentando sua renda e protagonismo no processo de reciclagem.●\tDesenvolvimento de novas tecnologias – O projeto investe em tecnologia inovadora aplicada à reciclagem, como sistemas de rastreamento por blockchain, certificação digital de produtos reciclados, uso de chatbot com IA para educação ambiental e engajamento, além de carteiras digitais e recompensas para incentivar a logística reversa. Essas soluções tecnológicas agregam valor ao trabalho de coleta e reciclagem, tornando-o mais eficiente e transparente.●\tCapacitação e conscientização – Serão realizadas campanhas educativas e ações de divulgação voltadas a consumidores, comunidades e profissionais do setor, promovendo a mudança de comportamento em relação ao descarte e reúso de roupas. Embora não se trate de cursos formais, tais campanhas contribuem para a educação ambiental da população e para a disseminação de práticas de reutilização e reciclagem, em consonância com a meta de formação e assessoria técnica em reciclagem.Adicionalmente, o projeto observa as diretrizes procedimentais da Portaria MMA 1.250/2024, como a garantia de que os recursos incentivados serão aplicados em atividades adicionais e não para cumprir obrigações já existentes de logística reversa. Ou seja, a Plataforma Circular 4.0 representa uma ação proativa e complementar aos sistemas de coleta seletiva atuais, ampliando-os em vez de apenas substituí-los. Em suma, há total alinhamento entre os objetivos do projeto e as políticas públicas de incentivo à reciclagem, reforçando a elegibilidade e relevância da proposta no âmbito da Lei de Incentivo à Reciclagem.","ds_caracterizacao_interesses_reciprocos":"A execução deste projeto promove uma relação de ganhos mútuos entre todos os envolvidos, consolidando parcerias onde cada parte tem interesses alinhados com os objetivos propostos:●\tProponente (Cotton Move): Para a organização proponente, o projeto viabiliza a expansão de sua plataforma e de sua capacidade industrial, fortalecendo seu modelo de negócio orientado à sustentabilidade. Ao mesmo tempo em que cumpre sua missão ambiental (reduzir resíduos e promover economia circular), a empresa obtém aprimoramento tecnológico, maior base de usuários e parceiros, e potencial geração de receita futura via marketplace e serviços de certificação. Trata-se de uma oportunidade de reforçar liderança no setor de moda sustentável, impulsionando a imagem da Cotton Move como referência em inovação verde.●\tIncentivadores/Patrocinadores (empresas investidoras): Para os apoiadores financeiros, investir no projeto traz benefícios fiscais garantidos por lei (dedução de até 6% do IR devido, conforme Lei 14.260/21) e agrega valor institucional. As empresas patrocinadoras associam sua marca a uma iniciativa de alto impacto socioambiental, podendo ter sua imagem divulgada nas ações e materiais do projeto (conforme permitido, sem caráter comercial direto, mas reforçando compromisso ESG). Esse retorno intangível em reputação e marketing verde é um forte interesse dos patrocinadores, além do fato de contribuírem para metas ESG próprias ao viabilizar reciclagem e inclusão social. Ou seja, o patrocinador ganha duplamente: financeiramente (via incentivo fiscal) e em valor de marca.●\tSetor Público: Para o governo e órgãos ambientais, o projeto atende a um interesse público claro – aumentar a reciclagem e reduzir a poluição – sem demandar investimento direto de recursos públicos, dado que será financiado por capital privado incentivado. O Ministério do Meio Ambiente e as prefeituras locais se beneficiam dos resultados (menos resíduos, mais geração de renda verde, educação ambiental da população) e do fortalecimento da política nacional de resíduos sólidos, validando a efetividade da Lei de Incentivo à Reciclagem. Em suma, o projeto materializa objetivos de políticas públicas (economia circular, desenvolvimento sustentável) por meio de parceria com a iniciativa privada, tornando-se um caso de sucesso que o setor público tem interesse em fomentar e apoiar.●\tCooperativas de catadores e pequenos empreendimentos parceiros: Esses atores, que tradicionalmente têm poucos recursos, veem seus interesses atendidos ao participarem do projeto. As cooperativas receberão infraestrutura, treinamento e aumento no volume de materiais para trabalhar, o que se traduz em melhores condições de trabalho e renda para seus cooperados. Uma vez qualificadas, também passam a ter acesso a uma rede maior de clientes para o material que coletam (por exemplo, podendo fornecer matérias-primas recicláveis para a indústria têxtil através da plataforma). Já as micro e pequenas empresas de reciclagem ou moda sustentável ampliam seus mercados e visibilidade ao integrar a Plataforma Circular. Assim, há um interesse recíproco: o projeto precisa da expertise e capilaridade local dessas organizações, e em contrapartida oferece a elas recursos e inclusão em uma cadeia produtiva mais lucrativa.●\tSociedade e meio ambiente: De forma ampla, há um interesse coletivo no sucesso do projeto – a sociedade se beneficia da redução de passivos ambientais (menos lixo e poluição) e da geração de novos empregos e oportunidades na economia circular. Comunidades locais próximas aos hubs terão menor pressão sobre aterros sanitários e possivelmente mais engajamento em ações ambientais. A melhora na qualidade ambiental (menos contaminação, menor emissão de CO₂ equivalente) é um ganho difuso para a população. Esse interesse público converge com o interesse dos proponentes em provar o impacto positivo de sua solução e dos patrocinadores em serem agentes de transformação.Em resumo, configura-se uma parceria de ganha-ganha. O projeto atende ao interesse público ao fomentar sustentabilidade e inclusão socioeconômica, enquanto cria valor para o proponente (consolidação de um negócio circular inovador) e para os patrocinadores (benefício fiscal e reputação). Os demais envolvidos – cooperativas, empresas e consumidores – também colhem benefícios diretos, assegurando engajamento e comprometimento coletivo com a execução da iniciativa.","situacao_proposta":"Aprovada","in_situacao_analise":null,"ds_resultado_esperado_proposta":null,"in_formato_etapas":"meses","nr_vlr_total":null,"dt_envio_analise":"2025-10-29T18:12:45.460000","in_situacao_antes_inativar":null,"in_situacao_analise_antes_inativar":null,"in_tipo_prazo_captacao":"Prazo Máximo Previsto","dt_limite_captacao":null,"in_formato_etapas_antes_recalculo":null,"vl_total_planejamento_gastos":7063999.92,"ds_publico_alvo_proposta":"O público-alvo do projeto abrange diversos atores da cadeia têxtil e da reciclagem, conforme descrito a seguir:●\tCooperativas de catadores de materiais recicláveis nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste – Serão parceiras operacionais nos Hubs de Economia Circular, recebendo infraestrutura e treinamento para ampliar a coleta e triagem de resíduos têxteis. Essas cooperativas (e seus catadores associados) são beneficiárias diretas, com aumento de volume de materiais processados, geração de renda e inclusão produtiva formal na cadeia têxtil sustentável.●\tEmpresas já engajadas na Plataforma Circular - empresas de diversos segmentos que já atuam no ecossistema da Plataforma Circular, porém possuem limitações de recursos para ampliar escala, produtividade e qualidade de produtos e serviços terão acesso a equipamentos e tecnologias.●\tPequenas e médias indústrias têxteis e de confecção – Empresas que hoje geram resíduos (retalhos, aparas de produção) ou que desejam utilizar insumos reciclados em seus produtos. Elas serão atendidas pela Plataforma tanto nas soluções para o  descarte de resíduos de pré-consumo (que poderão ser coletados e reaproveitados via hubs) quanto na compra de matéria-prima reciclada (fios, tecidos reciclados certificados) para uso em novos produtos e coleções.●\tGrandes marcas de moda e varejistas – Atores importantes como geradores de resíduos pré-consumo (em sua cadeia produtiva); pós-consumo (por meio de programas de coleta de roupas usadas nas lojas); e patrocinadores/usuários potenciais da plataforma. Essas marcas poderão aderir ao programa de certificação digital, obtendo o selo circular em produtos que incorporarem material reciclado, e participar do marketplace para vender linhas upcycled (reutilização criativa) ou comprar insumos. O projeto as beneficia ao oferecer uma solução de economia circular pronta, alinhada a metas de sustentabilidade e ESG corporativas.●\tDesigners, estilistas independentes e brechós – Empreendedores criativos que atuam com moda sustentável e redesign de roupas usadas. Através do projeto, eles terão acesso facilitado a tecidos e componentes reciclados certificados (via marketplace) para suas criações, além de poderem usar a Plataforma Circular para comercializar peças de moda circular e conectar-se com clientes e fornecedores.●\tConsumidores finais conscientes – Cidadãos das regiões atendidas (e de todo o país, no longo prazo) interessados em dar destinação correta às roupas que não usam mais e em adquirir produtos sustentáveis. Esse público se beneficia com a expansão de PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) para descarte de roupas próximas a eles, com recompensas (ex.: pontos, descontos, cashback) oferecidas pelo aplicativo ao realizar devolução de peças, e com a possibilidade de comprar artigos de moda reciclada de qualidade. Além disso, campanhas educativas do projeto os sensibilizarão para hábitos de consumo mais responsáveis.","mes_proposta":10,"ano_proposta":2025,"dt_proposta":"2025-10-29","intervenientes_proposta":[],"categorias_despesa_proposta":[{"categoria_despesa_proposta":"Investimento","subcategoria_despesa_proposta":"Equipamentos"},{"categoria_despesa_proposta":"Custeio","subcategoria_despesa_proposta":"Serviços"}]}],"total_pages":1,"total_items":1,"page_number":1,"page_size":1}